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Câmara pode votar uso comercial da Base de Alcântara nesta terça (22)

Acordo que permite lançamento de foguetes e satélites foi assinado por Jair Bolsonaro e Donald Trump em março e depende do aval do Parlamento

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Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O acordo para uso comercial da Base de Alcântara (MA) pode ser votado nesta terça-feira (22), no Plenário da Câmara dos Deputados. Assinado em março deste ano pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o pacto permite que os Estados Unidos usem o espaço brasileiro para fazer lançamento de foguetes, para fins pacíficos, a partir do centro espacial. Em contrapartida, o Brasil receberá remuneração pela disponibilização do local. 

Para ratificar o acordo, o PDL 523/2019 precisa do aval do Parlamento brasileiro. Segundo o deputado federal Cleber Verde (Republicanos-MA), essa é uma “oportunidade ímpar”, na qual um município brasileiro pode se tornar referência no setor aeroespacial. “Alcântara terá, certamente, uma importância muito grande nesse momento e nesse cenário. Com a aprovação, a cidade de Alcântara, o estado do Maranhão e o Brasil podem melhorar a economia de forma significativa”, afirmou o parlamentar.

Já o deputado Josimar Maranhãozinho, do PL maranhense, acredita que o acordo é importante para o desenvolvimento local, uma vez que com a inserção do Brasil no mercado espacial global pode render US$ 10 bilhões ao cofres públicos, por ano, a partir de 2040.

“É um tema que já foi muito debatido. Governos federais entram e saem e sempre se fala em fazer esse investimento. Temos que aproveitar o momento, já que o presidente Bolsonaro está inclinado em fazer essa parceria com os Estados Unidos. Sem dúvidas, o Maranhão será o maior beneficiário, tendo em vista que Alcântara é um dos lugares mais pobres do estado”, argumentou Maranhãozinho.

Estimativa do governo federal aponta que o Brasil já perdeu aproximadamente R$ 15 bilhões, nos últimos 20 anos, por não fechar acordo com outros países. Por isso, o deputado Pastor Gildenemyr (PL-MA) projeta que o PDL 523/2019, se aprovado, vai aproximar o Maranhão da condição de desenvolvimento tecnológico de outros países que aderiram ao acordo com os Estados Unidos.

“Eu fui à Guiana Francesa e vi na cidade de Kourou uma situação favorável ao desenvolvimento. Tudo gira em torno do centro espacial e a cidade tem a maior renda per capita da América Latina, justamente pelos investimentos que são feitos lá. Eu vi ali uma futura Alcântara em termos de desenvolvimento”, comparou o parlamentar.

Tramitação

Pronto para ser votado em Plenário, o acordo previsto no PDL 523/2019 foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional (CREDN) em agosto, por 21 votos a seis. Requerimento do deputado Pedro Lucas Fernandes (PRB-MA), aprovado pelos parlamentares, fez com que o projeto passasse a tramitar em caráter de urgência. Se aprovado, o texto ainda precisa passar por análise no Senado.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: O acordo para uso comercial da Base de Alcântara (MA) pode ser votado nesta terça-feira (22), no Plenário da Câmara dos Deputados. Assinado em março deste ano pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o pacto permite que os Estados Unidos usem o espaço brasileiro para fazer lançamento de foguetes, para fins pacíficos, a partir do centro espacial. Em contrapartida, o Brasil receberá remuneração pela disponibilização do local. 

Para ratificar o acordo, o PDL 523/2019 precisa do aval do Parlamento brasileiro. Segundo o deputado federal Cleber Verde (Republicanos-MA), essa é uma “oportunidade ímpar”, na qual um município brasileiro pode se tornar referência no setor aeroespacial.

TEC./SONORA: deputado federal Cleber Verde (REPUBLICANOS-MA)

“Alcântara terá, certamente, uma importância muito grande nesse momento e nesse cenário. Com a aprovação, a cidade de Alcântara, o estado do Maranhão e o Brasil podem melhorar a economia de forma significativa.”

LOC.: Já o deputado Josimar Maranhãozinho, do PL maranhense, acredita que o acordo é importante para o desenvolvimento local, uma vez que com a inserção do Brasil no mercado espacial global pode render US$ 10 bilhões ao cofres públicos, por ano, a partir de 2040.

TEC./SONORA: deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA)

“É um tema que já foi muito debatido. Governos federais entram e saem e sempre se fala em fazer esse investimento. Temos que aproveitar o momento, já que o presidente Bolsonaro está inclinado em fazer essa parceria com os Estados Unidos. Sem dúvidas, o Maranhão será o maior beneficiário, tendo em vista que Alcântara é um dos lugares mais pobres do estado.”

LOC.: Estimativa do governo federal aponta que o Brasil já perdeu aproximadamente R$ 15 bilhões, nos últimos 20 anos, por não fechar acordo com outros países. Por isso, o deputado Pastor Gildenemyr (PL-MA) projeta que o PDL 523/2019, se aprovado, vai aproximar o Maranhão da condição de desenvolvimento tecnológico de outros países que aderiram ao acordo com os Estados Unidos.

TEC./SONORA: deputado federal Pastor Gildenemyr (PL-MA)

“Eu fui à Guiana Francesa e vi na cidade de Kourou uma situação favorável ao desenvolvimento. Tudo gira em torno do centro espacial e a cidade tem a maior renda per capita da América Latina, justamente pelos investimentos que são feitos lá. Eu vi ali uma futura Alcântara em termos de desenvolvimento.”

LOC.: Pronto para ser votado em Plenário, o acordo previsto no PDL 523/2019 foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional (CREDN) em agosto, por 21 votos a seis. Requerimento do deputado Pedro Lucas Fernandes (PRB-MA), aprovado pelos parlamentares, fez com que o projeto passasse a tramitar em caráter de urgência. Se aprovado, o texto ainda precisa passar por análise no Senado.

Reportagem, Sara Rodrigues