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"Pode ser compatível", diz Bolsonaro sobre pesquisa que mostra maioria dos brasileiros contrários à garimpo em terras indígenas

Atividade hoje é ilegal, mas presidente já havia sinalizado liberar autorização para esse tipo de prática

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Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira (2) pesquisa divulgada pelo Datafolha que mostra que 86% dos brasileiros são contrários à entrada de empresas de exploração mineral em terras indígenas. A atividade hoje é ilegal, mas Bolsonaro já declarou diversas vezes que pretende autorizar esse tipo de prática alterando a lei.

“Eu acredito que possa ser um número realmente compatível, porque, do lado de cá, quando se fala em garimpo, vem a imagem de um cara com jato de água desbarrancando tudo. Não é assim esse garimpo. Esse é o industrial, geralmente”, declarou Bolsonaro.

Também nesta sexta, Bolsonaro admitiu que errou ao ter insistido em transferir para o Ministério da Agricultura a responsabilidade de demarcar terras indígenas. Um dia antes, na quinta, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a atividade sob responsabilidade da Funai.

O Congresso já havia se posicionado contrário à mudança, mas Bolsonaro insistiu e enviou uma nova medida provisória sobre o assunto, algo que a legislação brasileira não permite na mesma legislatura. 

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira (2) pesquisa divulgada pelo Datafolha que mostra que 86% dos brasileiros são contrários à entrada de empresas de exploração mineral em terras indígenas. A atividade hoje é ilegal, mas Bolsonaro já declarou diversas vezes que pretende autorizar esse tipo de prática alterando a lei.

“Eu acredito que possa ser um número realmente compatível, porque, do lado de cá, quando se fala em garimpo, vem a imagem de um cara com jato de água desbarrancando tudo. Não é assim esse garimpo. Esse é o industrial, geralmente.”

Também nesta sexta, Bolsonaro admitiu que errou ao ter insistido em transferir para o Ministério da Agricultura a responsabilidade de demarcar terras indígenas. Um dia antes, na quinta, o Supremo Tribunal Federal manteve a atividade sob responsabilidade da Funai.

O Congresso já havia se posicionado contrário à mudança, mas Bolsonaro insistiu e enviou uma nova medida provisória sobre o assunto, algo que a legislação brasileira não permite na mesma legislatura. 

Reportagem, Paulo Henrique Gomes