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População ainda estoca água para consumo e produção rural e aumenta risco de Dengue

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 Após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, a população local e de microrregiões próximas ainda estocam água para consumo. Os rejeitos vindos da propriedade da mineradora Vale se espalharam por vários quilômetros e afetaram o ecossistema da região. A água do rio Paraopeba, que antes era a fonte de muitos produtores rurais, não pode mais ser utilizada por conta do risco de contaminação.



Por conta disso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brumadinho, Mauro Pinto de Souza, afirma que muitos agricultores têm estocado água potável. O problema é que a água fica parada e cria o ambiente perfeito para proliferação do mosquito transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya. 

“Aqui no município de Brumadinho, onde foi atingido, não tem mais lavoura. A lavoura acabou. Os caminhões-pipa estão abastecendo os locais. A prefeitura está com uma equipe andando direto e o Ministério da Saúde também está em cima, então isso aí (alerta para proliferação do mosquito) está sendo controlado”. 

A prefeitura informou que os números de casos suspeitos ou notificados após a tragédia ainda não foram contabilizados. O que se sabe é que Minas Gerais registrou quase 24 mil casos de dengue em 2019, entre confirmados e suspeitos. Em relação à Chikungunya, são 406 casos, além de 121 ocorrências de Zika no estado. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.

Para prevenir que o mosquito transmissor das doenças se reproduza, a prefeitura de Brumadinho tem feito ações preventivas de porta em porta e também nas escolas, como explica o secretário de Saúde, Junio de Araújo.

“Dentro da vigilância em saúde nós temos um departamento de educação em saúde que produz materiais, como panfletos, orientações para a população de como evitar a proliferação da questão da Dengue, do Zika Vírus e Chikungunya. Outra questão da educação em saúde são os teatros que nós fazemos nas escolas, os teatros, onde tem o agente que veste de mosquito, tem outro que se veste de doente. Nós buscamos sensibilizar a comunidade escolar, crianças, professores e educadores porque nós cremos eu essa é uma capilaridade que chega rápido dentro das casas das pessoas para poder fazer o combate da dengue”. 

Para tentar diminuir os riscos de epidemia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destinaram R$ 196 milhões para investimentos em atenção hospitalar, vigilância e atendimento em saúde mental. Desse montante, R$ 4 milhões serão repassados a Brumadinho e outros 17 municípios da região. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Agência do Rádio



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Após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, a população local e de microrregiões próximas ainda estocam água para consumo. Os rejeitos vindos da propriedade da mineradora Vale se espalharam por vários quilômetros e afetaram o ecossistema da região. A água do rio Paraopeba, que antes era a fonte de muitos produtores rurais, não pode mais ser utilizada por conta do risco de contaminação.

Por conta disso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brumadinho, Mauro Pinto de Souza, afirma que muitos agricultores têm estocado água potável. O problema é que a água fica parada e cria o ambiente perfeito para proliferação do mosquito transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya. 
 

“Aqui no município de Brumadinho, onde foi atingido, não tem mais lavoura. A lavoura acabou. Os caminhões-pipa estão abastecendo os locais. A prefeitura está com uma equipe andando direto e o Ministério da Saúde também está em cima, então isso aí (alerta para proliferação do mosquito) está sendo controlado”. 

A prefeitura informou que os números de casos suspeitos ou notificados após a tragédia ainda não foram contabilizados. O que se sabe é que Minas Gerais registrou quase 24 mil casos de dengue em 2019, entre confirmados e suspeitos. Em relação à Chikungunya, são 406 casos, além de 121 ocorrências de Zika no estado. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.

Para prevenir que o mosquito transmissor das doenças se reproduza, a prefeitura de Brumadinho tem feito ações preventivas de porta em porta e também nas escolas, como explica o secretário de Saúde, Junio de Araújo
 

“Dentro da vigilância em saúde nós temos um departamento de educação em saúde que produz materiais, como panfletos, orientações para a população de como evitar a proliferação da questão da Dengue, do Zika Vírus e Chikungunya. Outra questão da educação em saúde são os teatros que nós fazemos nas escolas, os teatros, onde tem o agente que veste de mosquito, tem outro que se veste de doente. Nós buscamos sensibilizar a comunidade escolar, crianças, professores e educadores porque nós cremos eu essa é uma capilaridade que chega rápido dentro das casas das pessoas para poder fazer o combate da dengue”. 

Para tentar diminuir os riscos de epidemia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destinaram R$ 196 milhões para investimentos em atenção hospitalar, vigilância e atendimento em saúde mental. Desse montante, R$ 4 milhões serão repassados a Brumadinho e outros 17 municípios da região. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.