Menu

PORTO VELHO (RO): Diretora de vigilância em Saúde alerta para importância de diagnóstico precoce da malária

Em todo o estado, já foram notificados 1,9 mil casos, no primeiro trimestre de 2019

Banners

A malária ainda preocupa autoridades de saúde em Porto Velho. A média de casos cresceu no município, apesar das políticas de combate à doença. Entre 2015 e 2017, foi de 2,9 mil casos, segundo o Ministério da Saúde. Já em 2018, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) registrou mais 3,2 mil notificações na cidade, que tem o maior índice de infecção de malária em Rondônia. Em todo o estado, já foram notificados 1,9 mil casos, no primeiro trimestre de 2019. 

Segundo a diretora de vigilância em Saúde de Porto Velho, Régia de Lourdes Ferreira, o grande trânsito de pessoas da área rural para a cidade pode explicar os números elevados de casos de malária. 

A gestora destaca a função das autoridades na luta contra a doença.

“A nossa função não é eliminar mosquito. A nossa função é interromper o ciclo de transmissão da doença, Se chega uma pessoa doente no local onde não tem transmissão, consequentemente, daqui há uma semana, o mosquito estará transmitindo aquela malária para outra pessoa, para outro habitante", explica Régia.

É importante lembrar que a malária não é contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. Ela é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do Anopheles. Por isso, a principal forma de transmissão é a picada desse mosquito.

A gestora afirma que muitos dos pacientes não procuram as Unidades Básicas de Saúde para o diagnóstico, disponível no Sistema Único de Saúde. Régia de Lourdes Ferreira enfatiza é preciso recorrer às unidades e iniciar o tratamento para evitar riscos.


José Leite é funcionário público morador de Porto Velho. Aos 56 anos de idade, ele relata que teve a doença por 17 vezes durante a vida. Ele conta quais cuidados toma para não contrair a doença novamente.

“Se estiver no sítio ou na chácara, eu evito, a partir das seis horas da tarde, ficar exposto. Passo repelente e durmo com mosquiteiro. A malária aumentou muito. Quando vamos a essas áreas de beira de rio, nós que gostamos de pescar, das cinco às sete horas, é com repelente ou debaixo do mosquiteiro.”

A malária tem cura, mas se não tratada, pode causar a morte. Em caso de febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Para mais informações, acesse saude.gov.br/malaria.

Créditos: Sabrine Cruz - Agência do Rádio

 


 

Agência do Rádio



Cadastre-se

A malária ainda preocupa autoridades de saúde em Porto Velho. A média de casos cresceu no município, apesar das políticas de combate à doença. Entre 2015 e 2017, foram 2,9 mil casos, segundo o Ministério da Saúde. Já em 2018, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) registrou mais 3,2 mil notificações na cidade, que tem o maior índice de infecção de malária em Rondônia. Em todo o estado, já foram notificados 1,9 mil casos, no primeiro trimestre de 2019. 

Segundo a diretora de vigilância em Saúde de Porto Velho, Régia de Lourdes Ferreira, o grande trânsito de pessoas da área rural para a cidade pode explicar os números elevados de casos de malária. 

A gestora destaca a função das autoridades na luta contra a doença.
 

“A nossa função não é eliminar mosquito. A nossa função é interromper o ciclo de transmissão da doença, Se chega uma pessoa doente no local onde não tem transmissão, consequentemente, daqui há uma semana, o mosquito estará transmitindo aquela malária para outra pessoa, para outro habitante.”

É importante lembrar que a malária não é contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. Ela é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do Anopheles. Por isso, a principal forma de transmissão é a picada desse mosquito.

A gestora afirma que muitos dos pacientes não procuram as Unidades Básicas de Saúde para o diagnóstico, disponível no Sistema Único de Saúde. Régia de Lourdes Ferreira enfatiza é preciso recorrer às unidades e iniciar o tratamento para evitar riscos.

José Leite é funcionário público morador de Porto Velho. Aos 56 anos de idade, ele relata que teve a doença por 17 vezes durante a vida. Ele conta quais cuidados toma para não contrair a doença novamente.
 

“Se estiver no sítio ou na chácara, eu evito, a partir das seis horas da tarde, ficar exposto. Passo repelente e durmo com mosquiteiro."

A malária tem cura, mas se não tratada, pode causar a morte. Em caso de febres altas, calafrios, sudorese, tremores e dores de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Para mais informações, acesse saude.gov.br/malaria.