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PR: Equipe de robótica do SESI de Cianorte desenvolve creme dental comestível para astronautas

Alunos vão participar da etapa nacional do Torneio SESI de Robótica, no Rio de Janeiro

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Equipe 7th Connection vai disputar Torneio de Robótica da FLL | Crédito: Divulgação SESI

Alunos do Serviço Social da Indústria (SESI) de Cianorte, no Paraná, desenvolveram um creme dental comestível para astronautas. O produto foi desenvolvido para o Torneio de Robótica First Lego League (FLL) e classificou a equipe de robótica da escola para a etapa nacional do campeonato, que vai ocorrer no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 15 e 17 de março.

A temporada 2018/2019 tem o tema “Into Orbit”, que em inglês significa “no espaço”. Segundo Isadora Vieira, 15 anos, integrante da equipe 7th Connection, os estudantes decidiram investir em um produto inovador após realizar pesquisas para verificar quais os problemas enfrentados no espaço. Eles identificaram que os astronautas têm problemas recorrentes com cáries, já que, no espaço, a placa bacteriana aumenta em até três vezes. Além disso, o creme dental utilizado pelos astronautas possui flúor e a ingestão da substância pode fazer mal à saúde. 

Isadora explica que eles substituíram o flúor por xilitol. “O xilitol é um adoçante natural que não é metabolizado pelas bactérias da cárie e ele também ajuda a fixar o cálcio no organismo. Então a gente pensou basicamente em fazer um creme dental totalmente comestível e que ajudasse a fixação de cálcio nos ossos dos astronautas”, afirma.

O torneio possui três tipos de avaliação: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, quando a equipe tem de cumprir missões com o próprio robô; e por final, a Core Values, quando é avaliado o trabalho em equipe.

De acordo com o professor de química e robótica do SESI e técnico da equipe, Rogério Pereira, o time surgiu há seis anos e desde então participa do torneio. Apesar de apenas dez alunos formarem a equipe oficial, todos têm acesso à robótica. “Esse currículo diferenciado do colégio SESI oferece para eles uma vantagem. Enquanto para alguns é só um projeto, para os alunos do SESI, a gente trabalha isso na grade curricular”, afirma.

Para o técnico, o torneio permite que os alunos consigam colocar em prática toda a teoria vista em sala de aula e desenvolver habilidades para a área da ciência e engenharias. “Todos os alunos que passaram pela equipe ingressaram em curso superiores, bastante deles nas áreas das engenharias, justamente porque a robótica plantou isso neles”, destaca.

Crédito: Ítalo Novais/Agência do Rádio Mais

O torneio
O desafio da temporada, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. O objetivo é fazer com que os estudantes ingressem no mundo da ciência e tecnologia de uma forma divertida, a partir da construção e programação de robôs feitos com peças de Lego.

Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar do Torneio de Robótica First Lego League. Cada equipe deve ter obrigatoriamente dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse:
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Aline Dias

Aline atuou na assessoria do Sindicato dos Empregados no Comércio do Distrito Federal (Sindicom-DF), na Predicato Assessoria de Comunicação, no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Casa Civil. Em sua trajetória, também trabalhou como freelancer na Predicato Assessoria de Comunicação e na Frente Nacional de Prefeitos, durante o IV Encontro do Municípios com o Desenvolvimento Sustentável. Atualmente é repórter da Agência do Rádio Brasileiro.


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Estudantes do SESI de Cianorte, no Paraná, desenvolveram um creme dental comestível para astronautas. Eles fazem parte da equipe de robótica da escola e criaram o produto para o Torneio de Robótica First Lego League (FLL).  O projeto classificou os alunos para a etapa nacional do campeonato, que vai ocorrer em março, no Rio de Janeiro.

Isadora Vieira, 15 anos, é uma das integrantes da equipe e explica que após pesquisarem, identificaram que os astronautas têm problemas recorrentes com cáries, já que, no espaço, a placa bacteriana aumenta em até três vezes. Além disso, o creme dental utilizado pelos astronautas possui flúor e a ingestão da substância pode fazer mal à saúde. 
 

“A gente pensou, vamos fazer um creme dental totalmente comestível, que vai substituir o flúor pelo xilitol. E o que é o xilitol? O xilitol é um adoçante natural que não é metabolizado pelas bactérias da cárie e ele também ajuda a fixar o cálcio no organismo.” 

Para o professor de química e robótica do SESI, que também é técnico da equipe, Rogério Pereira, a robótica permite que os alunos consigam colocar em prática toda a teoria vista em sala de aula e desenvolver habilidades para a área da ciência e engenharias.

“Eles desenvolvem habilidades da matemática, física, química, então eu consigo evidenciar aquele conteúdo tradicional de sala de aula, eles conseguem traduzir isso na prática, na vivência do dia a dia também. Todos os alunos que passaram pela equipe ingressaram em curso superiores, bastante deles nas áreas das engenharias, justamente porque a robótica plantou isso no coração deles.”

O SESI é o responsável pela realização do torneio no Brasil.  O objetivo da competição é fazer com que os estudantes conheçam o mundo da ciência e tecnologia de uma forma divertida, a partir da construção e programação de robôs feitos com peças de Lego.

Reportagem, Aline Dias