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Projeto busca estimular a criação de startups; Alagoas possui apenas 0,3% das empresas no país

Para autor da proposta, deputado JHC (PSB-AL), proposta facilita atuação de investidores e empreendedores no setor de startups

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Foto: Agência Brasil

Projeto de lei complementar (PLP 146/2019) em tramitação no Congresso Nacional quer estimular, em todo o Brasil, a criação de startups – empresas iniciantes que buscam explorar atividades inovadoras no mercado. Em Alagoas, a medida pode impulsionar o setor de tecnologia por meio de incentivos aos investimentos e aprimoramento do ambiente de negócios. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o estado possui apenas 46 das 12.808 das empresas nacionais, o que equivale a 0,35% do total.

O projeto está em análise na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados e espera a escolha de um relator. Autor da proposta, o deputado federal JHC (PSB-AL), afirma que o marco legal das startups vai ajudar o país a se adaptar à Indústria 4.0 e facilitar a atuação de investidores e empreendedores da área digital.

“Dentro do cenário que nós estamos vivendo de tecnologias executivas, vivendo de capital de alta tecnologia, espero que a gente possa, o Parlamento brasileiro, o Congresso Nacional, ofertar a melhor qualidade de legislação possível para quem quer empreender”, defendeu.

Imagem: Sabrine Cruz - Agência do Rádio Mais

Apesar do baixo número de startups, Alagoas tem investido na área tecnológica por meio do Sururu Valley, ecossistema criado em 2012 voltado ao fomento da Ciência, Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação – o nome remete ao tradicional marisco utilizado na culinária local. O grupo é formado por empreendedores, empresas, investidores, instituições acadêmicas, poder público e outras entidades.

Segundo o empresário Bruno Bessa, um dos representantes do Sururu Valley, o principal objetivo é expandir a cultura do empreendedorismo entre os alagoanos.

“O nosso contexto aqui é empreendedorismo e inovação. A gente definiu nossos valores como força de potência, criatividade, inteligência coletiva. É isso que a gente faz quando vai para dentro das universidades, das escolas. Tentamos conversar entre os empresários, empreendedores, professores, disseminar o conhecimento que tem a ver com startup, com tecnologia. É isso que a gente fomenta aqui no estado”, explica.

Até dezembro de 2018, o estado deve receber mais uma alternativa para quem quer investir no setor. Isso porque a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas retomou as obras do Polo de Tecnologia da Informação, Comunicação e Serviços (Tics), no bairro do Jaraguá, em Maceió. O prédio, que já está 95% concluído segundo o governo estadual, será um ambiente para o fortalecimento das empresas locais.

O superintendente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas, Rodrigo Rossiter, projeta um desenvolvimento econômico significativo.

“Vai ser um marco para que essas empresas possam se alocar. Então, a gente vai ter dentro desse prédio aceleradoras, incubadoras, laboratórios de pesquisas de universidades e tudo mais”, prometeu.

Nova tendência

O diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Rafael Ribeiro, acredita que as regiões Norte e Nordeste passem a expandir esse mercado em um futuro próximo. Hoje, a região Sudeste concentra quase metade das startups no país, sendo que 29,2% delas estão em São Paulo.

“O que eu vejo é uma tendência para os próximos anos que as grandes startups não estejam mais nos grandes centros. Provavelmente, a gente vai ter uma debandada. Eu acho que Norte e Nordeste vão passar a ter também uma série de startups ou uma debandada de áreas técnicas indo para essas regiões onde se consiga, de fato, contratar e ter um time técnico maior”, avalia.

Antes mesmo de acompanhar essa migração, três alagoanos fundaram em 2012 a Hand Talk, aplicativo que realiza a tradução digital e automática de textos para Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de um personagem digital. O personagem chamado Hugo traduz automaticamente textos e áudios para Libras em smartphones ou tablets.

A plataforma foi eleita, em 2013, o Melhor aplicativo Social do Mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ano, foi um dos 20 vencedores do Desafio Google de Impacto em Inteligência Artificial, concurso que premia iniciativas tecnológicas de impacto social global.

Integrante da equipe do aplicativo, João Vitor Bogas ressalta que o apoio de investidores alagoanos foi fundamental para o sucesso do projeto.

“A Hand Talk foi fundada em Maceió, Alagoas. Todos os sócios são de lá e hoje a nossa principal sede fica em Maceió, aonde está o nosso time de produto, o nosso time administrativo e a direção. E o desenvolvimento foi feito em Alagoas e contou desde o princípio com auxílio de investidores. Sem esse apoio, a gente não teria avançado”, conta.

 

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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Um projeto de lei complementar (PLP 146/2019), em tramitação no Congresso Nacional, quer estimular, em todo o país, a criação de startups – empresas iniciantes que buscam explorar atividades inovadoras no mercado. Em Alagoas, a medida pode impulsionar o setor de tecnologia por meio de incentivos aos investimentos e aprimoramento do ambiente de negócios. 

Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o estado possui apenas 46 das 12.808 das empresas nacionais, o que equivale a 0,35% do total.

O projeto está em análise na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados e espera a escolha de um relator. Autor da proposta, o deputado federal JHC (PSB-AL), afirma que o marco legal das startups vai ajudar o país a se adaptar à Indústria 4.0 e facilitar a atuação de investidores e empreendedores da área digital.

“Dentro do cenário que nós estamos vivendo de tecnologias executivas, vivendo de capital de alta tecnologia, que a gente possa, o Parlamento brasileiro, o Congresso Nacional, ofertar a melhor qualidade de legislação possível para que quem queira empreender e quem queira também conviver em pleno século XXI com as facilidades da inovação”.

Apesar de ser um setor ainda pouco explorado, Alagoas tem investido na área tecnológica por meio do Sururu Valley, ecossistema criado em 2012 voltado ao fomento da Ciência, Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação. Segundo o empresário Bruno Bessa, um dos representantes do Sururu Valley, o principal objetivo é expandir a cultura do empreendedorismo entre os alagoanos.

“O nosso contexto aqui é empreendedorismo e inovação. Tentamos conversar entre os empresários, empreendedores, professores, disseminar o conhecimento que tem a ver com startup, com tecnologia. É isso que a gente fomenta aqui no estado”.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Rafael Ribeiro, acredita que as regiões Norte e Nordeste devem abrigar uma fatia maior desse mercado em um futuro próximo.

“O que eu vejo é uma tendência para os próximos anos que as grandes startups não estejam mais nos grandes centros. Eu acho que Norte e Nordeste vão passar a ter também uma série de startups ou uma debandada de áreas técnicas indo para essas regiões”.

Antes mesmo de acompanhar essa migração, três alagoanos fundaram em 2012 a Hand Talk, aplicativo que realiza a tradução digital e automática de textos para Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de um personagem digital. O personagem chamado Hugo traduz automaticamente textos e áudios em smartphones ou tablets.

Integrante da equipe do aplicativo, João Vitor Bogas ressalta que o apoio de investidores alagoanos foi fundamental para o sucesso do projeto.
 

“A Hand Talk foi fundada em Maceió, Alagoas. Todos os sócios são de lá e hoje a nossa principal sede fica em Maceió, onde está o nosso time de produto, o nosso time administrativo e a direção. E o desenvolvimento foi feito em Alagoas e contou desde o princípio com auxílio de investidores. Sem esse apoio, a gente não teria avançado”.

Até dezembro deste ano, o estado deve receber mais uma alternativa para quem quer investir no setor. Isso porque a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas retomou as obras do Polo de Tecnologia da Informação, Comunicação e Serviços (Tics), no bairro do Jaraguá, em Maceió. O prédio, que já está 95% concluído, segundo o governo estadual, será um ambiente para o fortalecimento das empresas locais, com aceleradoras, incubadoras e laboratórios de pesquisa.