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Quatro em cada dez consumidores inadimplentes devem até R$ 500, aponta pesquisa

Principais dívidas são relativas à contas de serviços básicos como água e luz, além de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos

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Foto: Serasa Consumidor

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes (37%) devem até R$ 500.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, vai servir, essencialmente, para sanar essas pendências.

“Trinta e sete por cento dos brasileiros com o nome sujo devem até R$ 500. Isso é muito interessante, porque muitas pessoas acharam que o saque do Fundo de Garantia de R$ 500 seria pouco dinheiro, mas aí nós vemos que este dinheiro, se bem usado, pode resolver o problema do nome sujo de muitas pessoas. Não há coisa pior do que você ter o nome sujo e não conseguir ter aí acesso a algum tipo de crédito. Então, os R$ 500 podem e devem sim ser usados para resolver os problemas”, enfatizou.

Segundo o levantamento, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em segundo lugar aparecem as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, outro fato que chamou a atenção na pesquisa é que a inadimplência entre idosos teve crescimento de 7,44% no mês de julho.

“Percebe-se que eles estão assumindo responsabilidades dentro do orçamento familiar que eles não estavam participando de forma tão intensa. Afinal de contas, com os jovens ou desempregados ou desalentados e sem venda e sem possibilidade de tomar crédito, essa responsabilidade acaba caindo sobre os idosos. Então, é uma situação que não é boa e que esperamos que seja revertida o quanto antes”, afirmou.

Já entre os mais jovens, o movimento é inverso: queda de 22,14% na quantidade de inadimplentes entre 18 e 24 anos, e 9,28% entre a faixa etária de 25 a 29 anos.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes (37%) devem até R$ 500.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, vai servir, essencialmente, para sanar essas pendências.
 

“Trinta e sete por cento dos brasileiros com o nome sujo devem até R$ 500. Isso é muito interessante, porque muitas pessoas acharam que o saque do Fundo de Garantia de R$ 500 seria pouco dinheiro, mas aí nós vemos que este dinheiro, se bem usado, pode resolver o problema do nome sujo de muitas pessoas. Não há coisa pior do que você ter o nome sujo e não conseguir ter aí acesso a algum tipo de crédito. Então, os R$ 500 podem e devem sim ser usados para resolver os problemas.”

Segundo o levantamento, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em segundo lugar aparecem as dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, outro fato que chamou a atenção na pesquisa é que a inadimplência entre idosos teve crescimento de 7,44% no mês de julho.
 

“Percebe-se que eles estão assumindo responsabilidades dentro do orçamento familiar que eles não estavam participando de forma tão intensa. Afinal de contas, com os jovens ou desempregados ou desalentados e sem venda e sem possibilidade de tomar crédito, essa responsabilidade acaba caindo sobre os idosos. Então, é uma situação que não é boa e que esperamos que seja revertida o quanto antes.”

Já entre os mais jovens, o movimento é inverso: queda de 22,14% na quantidade de inadimplentes entre 18 e 24 anos, e 9,28% entre a faixa etária de 25 a 29 anos.

Reportagem, Cintia Moreira