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Rede de saúde quer ampliar identificação de hanseníase; em 2017 foram registrados 1.300 casos em todo estado

O índice é considerado alto, segundo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) no plano de erradicação da doença.

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Créditos: Ministério da Saúde

A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que causa manchas na pele com perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, por exemplo. Se não for tratada corretamente, pode evoluir para a deformação de membros, além de atingir nervos e causar dores. A falta de conhecimento sobre a doença já causou sofrimento em milhares de famílias brasileiras, e atualmente ainda afeta pacientes por conta do preconceito. O aposentado José Tadeu de Oliveira, 49 anos, morador do Conjunto Margarida Procópio, próximo à antiga Colônia Santa Marta, teve hanseníase aos 13 anos. Ele lembra o choque de descobrir que passaria os próximos dez anos da sua vida sem poder ver sua família, já que na época era comum que o paciente fosse isolado para se tratar. 

“Esse processo foi dolorido pra mim porque eu vim pra Goiânia, mesmo sendo criança, no intuito de que viria em um hospital comum fazer um tratamento e automaticamente voltaria pra conviver com a minha família. E se eu tivesse feito o tratamento precoce pra inibir as sequelas, eu não teria ficado com as sequelas, Perdi um membro, perdi a perna direita por causa de uma sequela de hanseníase”.

Créditos: Ministério da Saúde

Hoje, quase 40 anos depois do diagnóstico de José, se sabe que a hanseníase é transmitida apenas por vias orais, através de gotículas de saliva, como tosse e espirro, por exemplo, e não pelo toque, como se acreditava antigamente. Vale lembrar também que a doença só é transmitida após contato prolongado com uma pessoa infectada e que não esteja em tratamento. Em Goiás, só no ano de 2017, últimos dados disponibilizados, a Secretaria de Saúde do estado registrou 1.342 novos casos. O índice é considerado alto, segundo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) no plano de erradicação da doença. De acordo com a subcoordenadora da área de Hanseníase da Secretaria de Saúde de Goiás, Edna Magalhães, identificar precocemente e iniciar o tratamento são os focos do estado para combater a doença. 

“Compete ao estado desenvolver planos de intensificação e aceleração dessas ações de controle como de forma mais precoce o diagnóstico, o tratamento, a vigilância dos contatos, a prevenção de incapacidade, visando a interrupção da cadeia de transmissão e a eliminação da doença como problema de saúde pública. Portanto, qualquer pessoa que apresentar uma mancha na pele de cor, e alteração de sensibilidade ou comprometimento dos nervos dos braços, das mãos ou dos pés, que procure uma Unidade Básica de Saúde porque pode ser hanseníase”.

Atualmente, a doença tem cura, e o tratamento pode variar de seis meses a um ano, dependendo da quantidade da bactéria no organismo e das lesões. Não é preciso interromper nenhuma atividade, nem se afastar do convívio social após ser diagnosticado. A medicação impede que o bacilo seja transmitido, logo após o início do tratamento. 
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

Créditos: Ministério da Saúde

Agência do Rádio



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LOC.: A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que causa manchas na pele com perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, por exemplo. Se não for tratada corretamente, pode evoluir para a deformação de membros, além de atingir nervos e causar dores. A falta de conhecimento sobre a doença já causou sofrimento em milhares de famílias brasileiras, e atualmente ainda afeta pacientes por conta do preconceito. O aposentado José Tadeu de Oliveira, 49 anos, morador do Conjunto Margarida Procópio, próximo à antiga Colônia Santa Marta, teve hanseníase aos 13 anos. Ele lembra o choque de descobrir que passaria os próximos dez anos da sua vida sem poder ver sua família, já que na época era comum que o paciente fosse isolado para se tratar. 

“Esse processo foi dolorido pra mim porque eu vim pra Goiânia, mesmo sendo criança, no intuito de que viria em um hospital comum fazer um tratamento e automaticamente voltaria pra conviver com a minha família. E se eu tivesse feito o tratamento precoce pra inibir as sequelas, eu não teria ficado com as sequelas, Perdi um membro, perdi a perna direita por causa de uma sequela de hanseníase”.

LOC.: Hoje, quase 40 anos depois do diagnóstico de José, se sabe que a hanseníase é transmitida apenas por vias orais, através de gotículas de saliva, como tosse e espirro, por exemplo, e não pelo toque, como se acreditava antigamente. Vale lembrar também que a doença só é transmitida após contato prolongado com uma pessoa infectada e que não esteja em tratamento. Em Goiás, só no ano de 2017, últimos dados disponibilizados, a Secretaria de Saúde do estado registrou 1.342 novos casos. O índice é considerado alto, segundo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) no plano de erradicação da doença. De acordo com a subcoordenadora da área de Hanseníase da Secretaria de Saúde de Goiás, Edna Magalhães, identificar precocemente e iniciar o tratamento são os focos do estado para combater a doença. 

“Compete ao estado desenvolver planos de intensificação e aceleração dessas ações de controle como de forma mais precoce o diagnóstico, o tratamento, a vigilância dos contatos, a prevenção de incapacidade, visando a interrupção da cadeia de transmissão e a eliminação da doença como problema de saúde pública. Portanto, qualquer pessoa que apresentar uma mancha na pele de cor, e alteração de sensibilidade ou comprometimento dos nervos dos braços, das mãos ou dos pés, que procure uma Unidade Básica de Saúde porque pode ser hanseníase”.

LOC.: Atualmente, a doença tem cura, e o tratamento pode variar de seis meses a um ano, dependendo da quantidade da bactéria no organismo e das lesões. Não é preciso interromper nenhuma atividade, nem se afastar do convívio social após ser diagnosticado. A medicação impede que o bacilo seja transmitido, logo após o início do tratamento. 
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.