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RIO GRANDE DO SUL: Transplante de rim lidera a lista de espera no estado

De acordo com a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, até outubro de 2019, 1.454 pacientes estavam na lista de espera para receber um novo órgão.

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O tempo para quem espera por um transplante de órgão parece passar mais devagar. Em meio à persistência e os tratamentos, o medo de não conseguir um novo rim a tempo afetou a rotina do motorista Renato Bochenek, de 46 anos. 

"A gente nunca espera passar por uma situação dessas. Não me esqueço até hoje do dia 24 de abril de 2014, em que fui fazer hemodiálise. Eu saí de lá (hospital), não consegui fazer a hemodiálise, saí chorando", conta Renato. 

A emoção ao relatar o que viveu antes do transplante tem um motivo: a única esperança de vida para o Renato era conseguir um doador compatível. O motorista foi diagnosticado com insuficiência renal em janeiro de 2014, e entrou na lista de espera por um rim no mesmo mês. As sessões de hemodiálise duraram três meses até que, no dia 24 de abril de 2014, a ligação tão esperada veio: era um novo rim, doado pela família de um jovem de 13 anos. 

Todo o processo pré e pós-operatório de Renato foi realizado na Santa Casa de Misericórdia, hospital referência em transplantes de órgãos no Rio Grande do Sul. Hoje, dez meses após o transplante, o motorista agradece, diariamente, a nova oportunidade de vida que recebeu. 

"Eu era doador de órgãos. A gente morre mas pode deixar uma semente nossa em vida, são nossos órgãos que podem salvar muitas vidas. Sou muito grato à família que optou por fazer isso. Tem que ter fé e acreditar nas pessoas boas que ajudam a gente", afirma. 

De acordo com a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, até outubro de 2019, 1.454 pacientes estavam na lista de espera para receber um novo órgão. Destes, 1.079 aguardavam por um rim, 147 por fígado, enquanto 118 pessoas na lista esperam para receber córnea. 

Segundo o coordenador adjunto da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Rafael Rosa, a quantidade de pessoas que aguardam por um rim é maior devido a disponibilidade de tratamentos após o diagnóstico. A hemodiálise permite que o paciente aguarde por mais tempo, até que um possível doador seja localizado. 

Outro motivo que justifica a lista para esse tipo de transplante no estado é, segundo Rafael, o não aproveitamento dos órgãos doados. Em alguns casos, os doadores são compatíveis com os pacientes da lista, mas o estado físico e químico do órgão não permite que o transplante seja realizado. 

"No Rio Grande do Sul a principal causa que leva à morte encefálica e que leva ao processo de doação é o AVC, e normalmente o AVC já ocorre em um paciente mais idosos, e o paciente mais idoso, normalmente, já tem uma condição clínica que a gente talvez não consiga utilizar todos os órgãos como a gente gostaria", aponta Rafael Rosa. 

Apenas no Rio Grande do Sul, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 1,7 mil potenciais receptores compõem a lista de espera. Em todo o Brasil, são 45 mil pessoas a espera de um transplante de órgão em 2019. Para que o número de transplantes cresça no país, o único caminho é informar a sua família sobre o desejo de ser um doador de órgãos. 

Se você vive no estado e quer saber como ser um doador, basta procurar a Central Estadual de Transplantes, que fica na Avenida Bento Gonçalves, 3722, Bairro Partenon, em Porto Alegre. O telefone para contato é: (51) 3353-3030. Repetindo: (51) 3353-3030. 

A doação de órgãos é um ato nobre. Espalhe amor, doe órgãos, salve vidas. Para mais informações sobre o processo de doação e outras dúvidas, acesse: http://saude.gov.br/doacaodeorgaos.

Clique nos pontos verdes e confira as centrais de transplante de cada estado.

Agência do Rádio



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LOC.: O tempo para quem espera por um transplante de órgão parece passar mais devagar. Em meio à persistência e os tratamentos, o medo de não conseguir um novo rim a tempo afetou a rotina do motorista Renato Bochenek, de 46 anos. 


TEC./SONORA: Renato Bochenek, motorista 

“A gente nunca espera passar por uma situação dessas. Não me esqueço até hoje do dia 24 de abril de 2014, em que fui fazer hemodiálise. Eu saí de lá (hospital), não consegui fazer a hemodiálise, saí chorando.”
 

LOC.: A emoção ao relatar o que viveu antes do transplante tem um motivo: a única esperança de vida para o Renato era conseguir um doador compatível. O motorista foi diagnosticado com insuficiência renal em janeiro de 2014, e entrou na lista de espera por um rim no mesmo mês. As sessões de hemodiálise duraram três meses até que, no dia 24 de abril de 2014, a ligação tão esperada veio: era um novo rim, doado pela família de um jovem de 13 anos. 

Todo o processo pré e pós-operatório de Renato foi realizado na Santa Casa de Misericórdia, hospital referência em transplantes de órgãos no Rio Grande do Sul. Hoje, dez meses após o transplante, o motorista agradece, diariamente, a nova oportunidade de vida que recebeu. 
 

TEC./SONORA: Renato Bochenek, motorista

“Eu era doador de órgãos. A gente morre mas pode deixar uma semente nossa em vida, são nossos órgãos que podem salvar muitas vidas. Sou muito grato à família que optou por fazer isso. Tem que ter fé e acreditar nas pessoas boas que ajudam a gente.” 

LOC.: De acordo com a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, até outubro de 2019, 1.454 pacientes estavam na lista de espera para receber um novo órgão. Destes, 1.079 aguardavam por um rim, 147 por fígado, enquanto 118 pessoas na lista esperam para receber córnea. 


Segundo o coordenador adjunto da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Rafael Rosa, a quantidade de pessoas que aguardam por um rim é maior devido a disponibilidade de tratamentos após o diagnóstico. A hemodiálise permite que o paciente aguarde por mais tempo, até que um possível doador seja localizado. 


Outro motivo que justifica a lista para esse tipo de transplante no estado é, segundo Rafael, o não aproveitamento dos órgãos doados. Em alguns casos, os doadores são compatíveis com os pacientes da lista, mas o estado físico e químico do órgão não permite que o transplante seja realizado. 
 

TEC./SONORA: Rafael Rosa, coordenador adjunto da central de transplantes do Rio Grande do Sul 

“No Rio Grande do Sul a principal causa que leva à morte encefálica e que leva ao processo de doação é o AVC, e normalmente o AVC já ocorre em um paciente mais idosos, e o paciente mais idoso, normalmente, já tem uma condição clínica que a gente talvez não consiga utilizar todos os órgãos como a gente gostaria.”
 

LOC.: Apenas no Rio Grande do Sul, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 1,7 mil potenciais receptores compõem a lista de espera. Em todo o Brasil, são 45 mil pessoas a espera de um transplante de órgão em 2019. Para que o número de transplantes cresça no país, o único caminho é informar a sua família sobre o desejo de ser um doador de órgãos. 

Se você vive no estado e quer saber como ser um doador, basta procurar a Central Estadual de Transplantes, que fica na Avenida Bento Gonçalves, 3722, Bairro Partenon, em Porto Alegre. O telefone para contato é: (51) 3353-3030. Repetindo: (51) 3353-3030. 

A doação de órgãos é um ato nobre. Espalhe amor, doe órgãos, salve vidas. Para mais informações sobre o processo de doação e outras dúvidas, acesse: http://saude.gov.br/doacaodeorgaos. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.