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BRUMADINHO: Risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya pode aumentar após rompimento de barragem

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O rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho tornou mais complicado o dia a dia de muitos moradores. No caso do auxiliar administrativo Pedro Henrique, de 19 anos, que trabalha em uma farmácia da cidade, a mudança foi dentro do ambiente de trabalho. Os medicamentos que precisavam chegar ao comércio passavam por uma estrada que está destruída, o que prejudicou as vendas. No dia do desastre, Pedro estava na capital mineira, mas acompanhou de perto cada detalhe. 

“Foi algo muito triste porque muitas vidas estavam em jogo nessa situação, nesse acidente. De toda maneira, diretamente ou indiretamente, afetou todo mundo da região da grande Brumadinho”. 

E não foi apenas a rotina de Pedro Henrique que foi afetada. Após o rompimento da barragem, as chances de um surto das chamadas arboviroses em Brumadinho são maiores. Isso significa, por exemplo, que o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya pode se multiplicar de forma mais fácil e rápida depois do desastre. Essa possibilidade foi divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. O secretário de Saúde de Brumadinho, Junio de Araújo, confirma a informação.

“Com o revirar dessa lama, elementos naturais foram movimentados. A lama adentrou para as matas, modificou a questão dos nossos cursos de água e do rio. Então, agora, o ambiente se tornou vulnerável e propício às arboviroses.” 

Segundo a Fiocruz, o desastre pode prejudicar os sistemas de coleta, tratamento de esgoto e abastecimento de água nos municípios ao longo do rio Paraopeba. Esses fatores favorecem o surgimento dos focos do mosquito.  A diretora de Vigilância Epidemiológica de Minas Gerais, Janaína Fonseca, alerta quais são as ações que a população deve tomar para prevenir o aparecimento de criadouros. 

“É muito importante que a população de Brumadinho tome alguns cuidados relacionados à eliminação do foco de água parada, que é o que vai gerar a eliminação do Aedes no território e minimizar, diminuir os casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Eliminar todos os criadouros, garrafas retornáveis, depósitos de água, calhas e pingadeiras, entulhos, sucatas de ferro velho. Qualquer foco de água parada pode gerar proliferação de mosquito Aedes”. 

Por isso, atenção! Caso você tenha sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, coceira, manchas vermelhas ou vômitos, procure qualquer Unidade Básica de Saúde de Brumadinho. Essas unidades atendem de segunda a sexta-feira, das sete da manhã às quatro horas da tarde.  A UPA 24h, que fica na MG-040, também faz parte da rede de atendimento. No distrito de Piedade do Paraopeba, uma unidade também funciona de segunda a sexta-feira. E não esqueça: não deixe o mosquito nascer. Para outras informações, saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



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O rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho tornou mais complicado o dia a dia de muitos moradores. No caso do auxiliar administrativo Pedro Henrique, de 19 anos, que trabalha em uma farmácia da cidade, a mudança foi dentro do ambiente de trabalho. Os medicamentos que precisavam chegar ao comércio passavam por uma estrada que está destruída, o que prejudicou as vendas. No dia do desastre, Pedro estava na capital mineira, mas acompanhou de perto cada detalhe. 

“Foi algo muito triste porque muitas vidas estavam em jogo nessa situação, nesse acidente. De toda maneira, diretamente ou indiretamente, afetou todo mundo da região da grande Brumadinho”. 

E não foi apenas a rotina de Pedro Henrique que foi afetada. Após o rompimento da barragem, as chances de um surto das chamadas arboviroses em Brumadinho são maiores. Isso significa, por exemplo, que o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya pode se multiplicar de forma mais fácil e rápida depois do desastre. Essa possibilidade foi divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. O secretário de Saúde de Brumadinho, Junio de Araújo, confirma a informação.

“Com o revirar dessa lama, elementos naturais foram movimentados. A lama adentrou para as matas, modificou a questão dos nossos cursos de água e do rio. Então, agora, o ambiente se tornou vulnerável e propício às arboviroses"

Segundo a Fiocruz, o desastre pode prejudicar os sistemas de coleta, tratamento de esgoto e abastecimento de água nos municípios ao longo do rio Paraopeba. Esses fatores favorecem o surgimento dos focos do mosquito.  A diretora de Vigilância Epidemiológica de Minas Gerais, Janaína Fonseca, alerta quais são as ações que a população deve tomar para prevenir o aparecimento de criadouros. 

“É muito importante que a população de Brumadinho tome alguns cuidados relacionados à eliminação do foco de água parada, que é o que vai gerar a eliminação do Aedes no território e minimizar, diminuir os casos de Dengue, Zika e Chikungunya. Eliminar todos os criadouros, garrafas retornáveis, depósitos de água, calhas e pingadeiras, entulhos, sucatas de ferro velho. Qualquer foco de água parada pode gerar proliferação de mosquito Aedes”. 

Por isso, atenção! Caso você tenha sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, coceira, manchas vermelhas ou vômitos, procure qualquer Unidade Básica de Saúde de Brumadinho. Essas unidades atendem de segunda a sexta-feira, das sete da manhã às quatro horas da tarde.  A UPA 24h, que fica na MG-040, também faz parte da rede de atendimento. No distrito de Piedade do Paraopeba, uma unidade também funciona de segunda a sexta-feira. E não esqueça: não deixe o mosquito nascer. Para outras informações, saude.gov.br/combateaedes.