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RJ: Considerado modelo em ensino e capacitação técnica, SESI/SENAI aumentam chances de crescimento profissional na indústria

Pesquisa aponta que 94% dos entrevistados consideram o SENAI ótimo ou bom e 93% afirmam o mesmo em relação ao SESI

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Foto: Firjan

À medida que os brasileiros conhecem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI), aumenta a aprovação dos serviços prestados pelas instituições. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira” aponta que 94% dos entrevistados consideram o SENAI ótimo ou bom e 93% afirmam o mesmo em relação ao SESI. 
 
A opinião também é compartilhada pela jovem Ingryd Ferreira, 23 anos, moradora da Vila Valqueire. Enquanto cursava o ensino médio, em 2014, decidiu fazer um curso técnico em administração, oferecido pelo SENAI, para turbinar o currículo e tentar uma vaga no mercado de trabalho. 
 
Com o aprendizado, a estudante garantiu uma vaga em uma empresa líder nacional na produção e comercialização de relógios. “Foi muito bom. Foi o melhor curso que eu já fiz até hoje e eu tive os melhores professores. Se eu pudesse indicar alguém para fazer SENAI antes de qualquer outra coisa, eu indicaria”, ressalta.
 
Hoje, Ingryd está no terceiro semestre de uma graduação em Marketing e conta que o curso técnico a ajudou a definir qual profissão seguir. “Eu só descobri que gostava dessa área fazendo o curso técnico porque eu pude vivenciar várias áreas administrativas e consegui encontrar o marketing, a que eu mais me identifiquei”, afirma a estudante.
 
A qualificação e estrutura oferecidas pela instituição, que integra o Sistema S ao lado de entidades como o Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), é reconhecida internacionalmente. 

Crédito: Ítalo Novais/Agência do Rádio Mais
Nas últimas edições da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo, estudantes do SENAI conquistaram o 1º e o 2º lugares, em 2015 e 2017, respectivamente. Além disso, a entidade é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das principais contribuintes para a educação de qualidade nos países do hemisfério Sul. 
 
Para a especialista Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o governo brasileiro deveria ter o Sistema S como modelo público de ensino.
 
“Há exemplos internacionais, como as escolas secundárias da Coreia do Sul, em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de ensino médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens”, analisa.
 
Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o SENAI tem atualmente 587 unidades fixas e 457 móveis e dispõe ainda de 189 laboratórios de serviços. Presentes em 2.700 municípios, essas unidades oferecem cursos em todos os níveis da educação profissional e tecnológica.
No caso do SESI, a instituição conta com 501 escolas, 114 unidades de vida saudável e 553 unidades móveis, que oferecem educação básica, cursos de educação continuada e serviços de saúde em todo o país. Mantém, ainda, oito centros de inovação, que desenvolvem tecnologias para a segurança e saúde na indústria. Juntas, as duas instituições do Sistema S empregam quase 60 mil pessoas no país.

Foto: Divulgação/Alerj

Competitividade
O Sistema S têm tido destaque também entre deputados e senadores, que reconhecem a qualidade do trabalho prestado a milhões de brasileiros, principalmente nas oportunidades geradas entre os mais pobres. 
 
Segundo o deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ), o Sistema S contribui para a formação adequada do cidadão brasileiro e para a competitividade nas indústrias. “O Sistema S tem uma importância muito grande, principalmente na formação profissional, a partir de uma vinculação aos empregos que vão sendo gerados. Também há outras atividades, atividades culturais. Então, é preciso que o Sistema S seja preservado”, avalia o parlamentar.
 

Aline Dias

Aline atuou na assessoria do Sindicato dos Empregados no Comércio do Distrito Federal (Sindicom-DF), na Predicato Assessoria de Comunicação, no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Casa Civil. Em sua trajetória, também trabalhou como freelancer na Predicato Assessoria de Comunicação e na Frente Nacional de Prefeitos, durante o IV Encontro do Municípios com o Desenvolvimento Sustentável. Atualmente é repórter da Agência do Rádio Brasileiro.


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LOC.: A aprovação dos serviços prestados pelo SESI e SENAI tem aumentado cada vez mais. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira” aponta que 94% dos brasileiros consideram o SENAI ótimo ou bom e 93% afirmam o mesmo em relação ao SESI. 
 
Opinião que também é compartilhada pela jovem Ingryd Ferreira, de 23 anos, moradora da Vila Valqueire. Enquanto cursava o ensino médio, em 2014, decidiu fazer um curso técnico em Administração, oferecido pelo SENAI, para turbinar o currículo e tentar uma vaga no mercado de trabalho. Com o aprendizado, a estudante passou a trabalhar em uma empresa nacional de produção e comercialização de relógios. Hoje, Ingryd está no terceiro semestre de uma graduação em Marketing e conta que o curso técnico a ajudou a definir qual profissão seguir. 
 

TEC/SONORA: Ingryd Ferreira, estudante
 
“Foi muito bom. Foi o melhor curso que eu já fiz até hoje. Eu tive os melhores professores. Se eu pudesse indicar alguém para fazer SENAI antes de qualquer outra coisa, eu indicaria. Eu só descobri que eu gosto dessa área fazendo o curso técnico porque eu pude vivenciar várias áreas administrativas e consegui encontrar o marketing, a que eu mais me identifiquei.”
 

LOC.: A educação oferecida pelo SENAI, que integra o Sistema S ao lado de entidades como o SESI e SENAC, é reconhecida pela ONU como uma das principais contribuintes para a educação de qualidade nos países do hemisfério Sul. Para a especialista Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o governo brasileiro deveria adotar o Sistema S como modelo. 
 

TEC/SONORA: Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
 
“Há exemplos internacionais como as escolas secundárias da Coreia do Sul em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de ensino médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens.”
 

LOC.: Segundo o deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ), o Sistema S contribui para a formação do cidadão brasileiro e aumenta a competitividade nas indústrias.

TEC/SONORA: Paulo Ramos, deputado federal (PDT/RJ)
 
“O Sistema S tem uma importância muito grande, principalmente na formação profissional, a partir de uma vinculação aos empregos que vão sendo gerados. Por outro lado, também há outras atividades, atividades culturais. Então, é preciso que o Sistema S seja preservado.”
 

LOC.: Em todo o Brasil, o SENAI tem atualmente 587 unidades fixas e 457 móveis, e dispõe ainda de 189 laboratórios de serviços. Presentes em 2.700 municípios, essas unidades oferecem cursos em todos os níveis da educação profissional e tecnológica.

No caso do SESI, a instituição conta com 501 escolas, 114 unidades de vida saudável e 553 unidades móveis, que oferecem educação básica, cursos de educação continuada e serviços de saúde em todo o país. Mantém, ainda, oito centros de inovação, que desenvolvem tecnologias para a segurança e saúde na indústria. Juntas, as duas instituições do Sistema S empregam quase 60 mil pessoas no país.

Reportagem, Aline Dias