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RJ: Jovem de Jacarepaguá se apaixona por robótica e cria tecnologia para ajudar astronautas

Julia Couto Pascoal, de 13 anos, estuda no SESI e teve contato pela 1ª vez com a robótica em sala de aula. Ela desenvolveu, ao lado de colegas, um exoesqueleto que trabalha musculatura de astronautas após ida ao espaço

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Depois de começar a estudar no SESI Jacarepaguá, a carioca Julia Couto Pascoal, de 13 anos, passou a gostar de robótica, ramo que até então considerava “coisa chata”. O desinteresse se tornou uma paixão a ponto de a adolescente e colegas de classe criarem, em um torneio em Brasília, um exoesqueleto para ajudar astronautas a recuperarem a musculatura após voltarem do espaço.

“Quando os astronautas vão para o espaço, por conta da falta de gravidade, os músculos retornam destruídos. É como se uma pessoa de 20 anos fosse e voltasse com uma musculatura de alguém de 80 anos. O exoesqueleto ajuda a pessoa a pegar um peso de 90 quilos como se fossem apenas quatro. Então, o astronauta, com essa tecnologia, pode trabalhar bem essa musculatura”, explica a jovem.

Essa experiência, segundo Julia, proporciona uma bagagem importante para o futuro, com mais conhecimento, interação e aprendizado. “Estudo no SESI há dois anos. É minha primeira vez na instituição. É uma experiência cansativa, mas vale a pena porque é muita diversão, muita animação e tudo vai além de uma simples competição. Achava chato no início, sendo bem sincera, uma coisa vaga, mas agora me interesso muito. Acho superinteressante, principalmente a robótica com lego, que tem pecinhas de montar que viram um robô que se mexe”, afirma Julia.

A competição da qual Julia participou é o Torneio de Robótica FIRST® LEGO®, um programa internacional de exploração científica, projetado para que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia. A iniciativa é uma das ações desenvolvidas pelo SESI, em parceria com o Grupo LEGO. A instituição é responsável pela organização das etapas regionais e nacional do torneio no país desde 2013. Atualmente, todas as 505 escolas do SESI espalhadas pelo Brasil contam com o programa de robótica no currículo. 

Oportunidade

Esse método de ensino integrado, que alia teoria e prática em sala de aula, é elogiado por parlamentares no Congresso Nacional. A deputada federal Rosângela Gomes (PRB-RJ) conta que foi beneficiada pela estrutura e serviços ofertados por entidades do Sistema S, como SESI e SENAI, durante a infância difícil que teve. A mãe, que era alcoólatra e trabalhava como doméstica, passava a semana fora de casa e a deixava com a irmã dez anos mais velha. Os estudos foram na escola pública, com suporte da rede SENAI. 

“Qual era a perspectiva dessa família composta por três mulheres para um futuro? Nenhuma. O que eu vi era que a educação me daria condições de ter um emprego melhor, um salário melhor, diferente do da minha mãe, e assim poderia ajudar minha família”, lembra a deputada federal. 
A parlamentar recorda que em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde cresceu, não tinha muitas opções de lazer. A exceção era um Centro Cultural Esportivo de Lazer do Sesc. “Eu vejo a educação como a porta de tudo, para a saúde, indústria, economia, segurança. Um país que não valoriza a educação é um país que não tem compromisso com o futuro”, completa.

O trabalho da rede SESI-SENAI vai além das salas de aula na visão da deputada Soraya Santos (PL-RJ). “A educação já é base de tudo. Mas, quando falamos em ensino profissionalizante, estamos falando sobre uma formação que, se bem feita, vai olhar o gargalo produtivo do setor em que está inserida”, defende.
A parlamentar lembrou ainda há 13 milhões de brasileiros desempregados, à espera de uma oportunidade, como mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A educação profissional aproxima a realidade acadêmica do que realmente vai gerar emprego e resultado econômico”, justifica.

Ex-secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio de Janeiro, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) salienta que uma parceria feita com o SENAI à época em que ocupava o cargo no governo local colocou à disposição da população cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional. A iniciativa, segundo ela, é uma das saídas para o desemprego e uma forma de estimular a economia do estado. “O Sistema S presta um serviço de excelência. O SENAI tem um certificado que é muito querido e requisitado pelos jovens. Quando chega à indústria e mostra, tem um peso muito grande”, ressaltou a parlamentar.
 

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.


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LOC.: Depois de começar a estudar no SESI Jacarepaguá, a carioca Julia Couto Pascoal, de 13 anos, passou a gostar de robótica, coisa que até então considerava “chata”. O desinteresse de Julia se tornou uma paixão a ponto da adolescente e colegas de classe criarem, em um torneio em Brasília, um exoesqueleto para ajudar astronautas.

TEC./SONORA: “Quando os astronautas vão para o espaço, por conta da falta de gravidade, os músculos retornam destruídos. Como se uma pessoa de 20 anos fosse e voltasse com uma musculatura de alguém de 80. O exoesqueleto ajuda a pegar um peso de 90 quilos como se fossem apenas quatro. Então, ele estaria trabalhando bem essa musculatura.”

LOC.: Toda essa experiência, segundo Julia, proporciona uma bagagem importante para o futuro, com mais conhecimento, interação e aprendizado.

TEC./SONORA: “Estudo no SESI há 2 anos, é minha primeira vez, é uma experiência cansativa, mas vale super a pena porque é muita diversão, muita animação e tudo vai além de uma simples competição.”

LOC.: Esse método de ensino integrado, que alia teoria e prática em sala de aula, é elogiado por parlamentares no Congresso Nacional. A deputada federal Rosângela Gomes (PRB-RJ) conta que foi beneficiada pela estrutura e serviços ofertados por entidades do Sistema S, como SESI e SENAI, durante a infância difícil que teve. A mãe, que era alcoólatra e trabalhava como doméstica, passava a semana fora de casa e a deixava com a irmã dez anos mais velha. Os estudos foram na escola pública, com suporte da rede SENAI.

TEC./SONORA: “Qual era a perspectiva dessa família composta por três mulheres para um futuro? Nenhuma. O que eu vi era que a educação me daria condições de ter um emprego melhor, um salário melhor, diferente do da minha mãe, e assim poderia ajudar minha família. O Sistema S tem um papel inquestionável”.

LOC.: Na visão da deputada Soraya Santos (PL-RJ), o trabalho da rede SESI-SENAI vai muito além das salas de aula.

TEC./SONORA: “A educação já é base de tudo, mas quando fala em ensino profissionalizante, a gente está fazendo uma formação e, se bem feita, ela vai olhar o gargalo produtivo do setor em que ele está inserido, para melhor aprimoramento dessa mão de obra, para melhor compreensão.”

LOC.: Ex-secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio de Janeiro, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) salienta que uma parceria feita com o SENAI à época em que ocupava o cargo no governo local colocou à disposição da população cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional. A iniciativa, segundo ela, é uma das saídas para o desemprego e uma forma de estimular a economia do estado.    

TEC./SONORA: “O Sistema S presta serviço de excelência. O SENAI tem um certificado que é muito querido e requisitado pelos jovens. Quando chega na indústria e mostra, tem um peso grande.”

LOC.: O Torneio de Robótica FIRST® LEGO®, do qual participou Julia, é programa internacional de exploração científica projetado para que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia. A iniciativa é uma das ações desenvolvidas pelo SESI, em parceria com o Grupo LEGO. A instituição é responsável pela organização de etapas regionais e nacional do torneio no país desde 2013. Atualmente, todas as 505 escolas do SESI espalhadas pelo Brasil contam com o programa de robótica no currículo. 

Reportagem, Camila Costa