Menu

RJ: Jovem que confecciona joias está na Rússia para disputa da WorldSkills

Victor Iglesias Ribeiro e outros 62 brasileiros vão participar, a partir desta quinta-feira (22), da maior competição de educação profissional do mundo

Banners
Foto: Divulgação

Esta semana será diferente para o carioca Victor Iglesias Ribeiro, de 20 anos. Em vez do trajeto de casa para a escola, em Copacabana, o jovem terá o desafio de participar de um torneio internacional em Kazan, na Rússia. O jovem é um dos 63 competidores brasileiros que vão representar o Brasil na WorldSkills 2019, maior competição de educação profissional do mundo. Ele conseguiu classificação na modalidade de joalheria e terá que apresentar aos jurados uma peça única, produzida durante os dias de competição.

A WorldSkills começa nesta quinta-feira (22) e termina no dia 27 de agosto. A prova será executada em quatro módulos, em que Victor desenvolverá a peça e apresentará o produto final no último dia de competição. O objeto que terá que desenvolver é surpresa e só será definido minutos antes da prova, por meio de sorteio. Na etapa nacional, Victor fez um broche. De lá para cá, os treinos têm sido intensos para mostrar seu potencial.

“Estou tranquilo, confiante, treinei para isso. É fazer a prova do jeito que sei e não deixar muito o nervosismo atrapalhar, porque aí posso me dar mal”, avalia o candidato.

Victor conta que “deve uma” ao SENAI. Em uma época em que não sabia qual rumo profissional seguir, foi o fato de estar estudando dentro de uma unidade da instituição que o deu a oportunidade de conhecer o segmento de joalheria. O jovem estudou, estagiou na área, treinou e agora afirma que já sabe o que fazer da vida. 

“Sempre gostei da joalheira, mas achei que não ia voltar a trabalhar com isso. Mas aí como surgiu essa oportunidade e eu gostava muito, aceitei e agora gosto ainda mais. Tenho certeza que quero fazer isso para o resto da vida. Sou muito grato ao SENAI por isso”, ressalta.

Conheça os 63 jovens que representarão o Brasil na WorldSkills 2019

Líder da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, é o responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter os competidores física e emocionalmente concentrados. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme e com a alimentação. Ou seja, tudo que diz respeito aos cuidados com o competidor está nas mãos dele.

“Meu objetivo é incentivar os jovens a seguir essa vida porque na formação profissional temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é eles saberem fazer e fazerem, não só uma teoria. Então, acho que é uma forma muito boa de incentivar isso”, pontua.

Para Mendonça, com a delegação que está na Rússia, o Brasil está em condições de trazer bons resultados. “Nós já tivemos um primeiro lugar, em 2015. Em Abu Dhabi, fomos o segundo. A nossa expectativa é que sejamos melhor, mas o nível internacional deu uma subida, os outros países que não tinham tanto destaque, como a própria Rússia, ganhou o primeiro lugar. A expectativa é que a gente esteja entre os três primeiros colocados”, projeta ele.

A competição

A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputa de medalhas em diferentes modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.

Os jovens demonstrarão habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações. Em 18 participações, o Brasil acumula 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.
 

Marquezan Araújo

Marquezan é formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), atuou como âncora de jornal radiofônico e locutor de programa musical. Passou por estágios na Agência Brasil e na Rádio Nacional, da EBC. Repórter da Agência do Rádio desde 2016, acompanha as movimentações do Legislativo no Congresso Nacional.


Cadastre-se

LOC.: Esta semana será diferente para o carioca Victor Iglesias Ribeiro, de 20 anos. Em vez do trajeto de casa para a escola, em Copacabana, o jovem terá o desafio de participar de um torneio internacional em Kazan, na Rússia. O jovem é um dos 63 competidores brasileiros que vão representar o Brasil na WorldSkills 2019, maior competição de educação profissional do mundo. Ele conseguiu classificação na modalidade de joalheria e terá que apresentar aos jurados uma peça única, produzida durante os dias de competição.

A WorldSkills começa nesta quinta-feira (22) e termina no dia 27 de agosto. A prova será executada em quatro módulos, em que Victor desenvolverá a peça e apresentará o produto final no último dia de competição. O objeto que terá que desenvolver é surpresa e só será definido minutos antes da prova, por meio de sorteio. Na etapa nacional, Victor fez um broche. De lá para cá, os treinos têm sido intensos para mostrar seu potencial.
 

“Estou tranquilo, confiante, treinei para isso, né? É chegar lá, fazer a prova do jeito que sei e não deixar muito o nervosismo atrapalhar, porque aí posso me dar mal.”

LOC.: Victor conta que “deve uma” ao SENAI. Em uma época em que não sabia qual rumo profissional seguir, foi o fato de estar estudando dentro de uma unidade instituição que o deu a oportunidade de conhecer o segmento de joalheria. O jovem estudou, estagiou na área, treinou e agora afirma que já sabe o que fazer da vida. 

“Sempre gostei da joalheira, mas achei que não ia voltar a trabalhar com isso. Mas aí como surgiu essa oportunidade e eu gostava muito, aceitei e agora gosto ainda mais. Tenho certeza que quero fazer isso para o resto da vida. Sou muito grato ao SENAI por isso.”

LOC.: Líder da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, é o responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter os competidores física e emocionalmente concentrados. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme e com a alimentação, ou seja, tudo que diz respeito aos cuidados com o competidor está nas mãos dele.

“Meu objetivo é incentivar os jovens a seguir essa vida porque na formação profissional temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é eles saberem fazer e fazerem, não só uma teoria. Então, acho que é uma forma muito boa de incentivar isso.”

LOC.: A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputa de medalhas em diferentes modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.

Os jovens demonstrarão habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações. Em 18 participações, o Brasil acumula 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.

Com a colaboração de Camila Costa, reportagem, Marquezan Araújo