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RN: Mil pessoas se matricularam na EJA do SESI em 2018

As unidades de Natal, Mossoró e Macau ofertam a modalidade de ensino

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Cerca de mil trabalhadores se matricularam em alguma etapa do ensino básico do Serviço Nacional da Indústria (SESI) no Rio Grande do Norte em 2018.

Empresas e trabalhadores têm consciência de que hoje, embora um diploma não seja imprescindível para o exercício de atividades como de pedreiro ou costureira, essa qualificação é importante para o preenchimento de cargos mais altos na indústria.

Além da modalidade tradicional de ensino básico, que vai até o terceiro ano do ensino médio, o SESI oferta a Educação para Jovens e Adultos (EJA), para aqueles que não concluíram a educação básica prevista.

Como as empresas sabem a importância dos estudos para a formação de seus trabalhadores, muitas vezes elas montam uma sala de aula em um canteiro de obras, por exemplo, ou encaminham seus funcionários para as escolas do SESI.

As aulas acontecem durante uma hora de segunda a sexta-feira. Como essas pessoas já passam o dia inteiro trabalhando, um período superior a uma hora de aula seria muito cansativo, explica a gerente de educação do SESI no estado, Ana Karenine Medina.

“Para eles, é uma coisa bem valiosa, tanto profissional quanto sentimental. Isso mexe muito com eles. Depois, os alunos sempre dão um retorno: ‘olha, eu entrei na faculdade, eu consegui uma vaga melhor no meu trabalho porque eu concluí o ensino básico no SESI’”, conta Medina.

As aulas de ensino fundamental I são realizadas presencialmente. Quando o aluno conclui essa etapa, é direcionado para um curso de inclusão digital, onde aprende a operar um computador e a utilizar o sistema de educação à distância do SESI. É por meio dessa plataforma em que o estudante realiza 80% das aulas do ensino fundamental II e do ensino médio.

Ana Karenine afirma que esse ensino tem sido um “divisor de águas no Rio Grande do Norte”. Segundo ela, os alunos têm elogiado muito a oportunidade de conhecer a tecnologia e a informática, além de voltar a estudar.

Mudança de vida
O potiguar José Daniel da Silva, 35 anos, parou de estudar no sexto ano do ensino fundamental por conta de um acidente pessoal. Quando tentou voltar a estudar, percebeu que precisava se dedicar mais ao trabalho para poder se sustentar e acabou não concluindo o ensino básico.

José Daniel conseguia bicos no comércio e sempre tentava um trabalho para conseguir dinheiro. Por muito tempo, viajava montando palcos de show e passava meses fora de casa. Em 2015, ele conseguiu emprego em uma companhia de alimentos do estado como arrumador e viu a oportunidade para ser promovido em um mural de avisos: Educação de Jovens e Adultos.

“Na época, eu não fui promovido justamente porque eu não tinha o ensino médio que a empresa exigia. Juntou uma coisa com a outra: quando eu vi essa oportunidade de ensino à distância que a empresa estava oferecendo e essa possibilidade de me classificar como operador, eu vi que a chance era essa. Então, me dediquei”, lembra.

Em média, o aluno que cursa o Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano) à distância demora dois anos para receber o diploma. No caso do Ensino Médio, esse prazo é de aproximadamente um ano e meio. 

No Rio Grande do Norte, as unidades de Natal, Mossoró e Macau ofertam a EJA. Se você tem interesse em participar, você precisa fazer a pré-matrícula no site ead.rn.sesi.org.br. Em seguida, o SESI entra em contato para que você se dirija a uma unidade levando os seguintes documentos para efetivar a matrícula: comprovante de residência, CPF e RG, Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) (PIS/PASEP) e comprovante de escolaridade (histórico original). 

Vale lembrar que, para validação do certificado de conclusão do curso pela Secretaria de Educação, a matrícula precisa ser realizada pessoalmente, assim como a apresentação dos documentos originais.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: As chances de se conseguir um emprego ou de ser promovido no trabalho quando se tem ensino básico completo são maiores. Pensando nisso, empresas da indústria que contratam pedreiros, costureiras e arrumadores optam por contratar o SESI para dar um diploma de ensino médio para esses trabalhadores e oferecer cargos e salários melhores.

No Rio Grande do Norte, só em 2018, mil pessoas se matricularam em alguma das etapas de ensino fundamental ou médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Destes, todos são trabalhadores ou dependentes da indústria. A gerente de educação do SESI no estado, Ana Karenine Medina, explica que esse modelo de estudo tem sido um divisor de águas e que os trabalhadores saem agradecidos pela oportunidade.

TEC./SONORA: Ana Karenine Medina, gerente de educação do SESI-RN

“Para eles, é uma coisa bem valiosa, tanto profissional quanto sentimental. Isso mexe muito com eles, e quando concluem o ensino fundamental I, eles já vêm em busca do fundamental II, ‘em quanto tempo consigo concluir, como dá para fazer’. E eles sempre dão um retorno ‘olha, eu entrei na faculdade’, ‘eu consegui uma vaga melhor no meu trabalho porque eu concluí no SESI’”

LOC.: Os trabalhadores que retornam os estudos no ensino fundamental I fazem as aulas presencialmente. Quando concluem, são direcionados a um curso de inclusão digital em que aprendem a usar o computador e utilizar o sistema de educação à distância, que é o modelo de ensino para quem precisa cursar o ensino fundamental II e o ensino médio.

José Daniel da Silva, de 35 anos, começou a trabalhar em uma companhia de alimentos, em Natal. Depois de ficar 10 anos sem estudar, ele viu um anúncio da Educação de Jovens e Adultos e percebeu uma oportunidade para ser promovido ao cargo de operador de máquinas.

TEC./SONORA: José Daniel, operador de máquinas

“No início, eu me dediquei mais com a intenção de querer ser promovido, mas no decorrer dos estudos eu mudei meu pensamento. Eu vi que tinha que fazer isso por mim, e não por um cargo que eu iria exercer. O ensino é algo que ninguém nunca vai tirar de você, esse aprendizado.”

LOC.: Os trabalhadores que se matriculam para concluir os estudos passam uma hora por dia em sala de aula, de segunda a sexta-feira. No Rio Grande do Norte, as unidades de Natal, Mossoró e Macau ofertam a EJA. Se você tem interesse em participar, você precisa fazer a pré-matrícula no site ead.rn.sesi.org.br. 

Em seguida, a instituição entra em contato para que você se dirija a uma unidade levando os seguintes documentos para efetivar a matrícula: comprovante de residência, CPF e RG, Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) e comprovante de escolaridade, com histórico original. 

Reportagem, Sara Rodrigues