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RR: Coordenadora do Banco de Leite de Boa Vista dá dicas de como garantir amamentação exclusiva até os 6 meses de vida do bebê

Depois de congelado, o leite humano pode durar 12 horas na geladeira e até 15 dias no congelador.

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Crédito: Ítalo Novaes

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda que empresas concedam pelo menos uma hora de intervalo para que as mães amamentem os bebês durante a jornada de trabalho. Mas na prática, nem todas as trabalhadoras conseguem contar com o benefício ao voltar às atividades após terem seus filhos. É o caso da advogada Bruna Gonçalves, que atua como profissional liberal em Roraima. Apenas uma semana depois de dar à luz a Luís Felipe, ela teve que retornar ao escritório onde trabalha para não perder prazos em casos importantes. 

Para evitar a interrupção da amamentação, ela decidiu levar o bebê ao trabalho todos os dias. Bruna conta que recebeu apoio dos familiares, colegas de profissão e até mesmo de juízes durante as audiências em que o pequeno Luís Felipe esteve presente.

“Levo para o escritório desde que ele era bem pequenininho. Ele tem 6 meses hoje. Quando eu não tenho condições de levá-lo, porque o dia é muito atarefado, eu acordo de madrugada para retirar o meu leite  e deixá-lo. Eu já o levei inclusive para o fórum, para audiência. Ele ficou no corredor com meu esposo, porque eu não tinha com quem deixar. Lá, eu o amamentei no corredor do fórum. O juiz, inclusive, foi muito compreensivo. Teve uma hora que o bebê estava chorando. Ele parou a audiência porque ele ouviu. Disse que eu podia ir lá. Aí fui acalmá-lo e voltei para a audiência.”

A mãe também optou por extrair o seu leite e estocar para que quem estivesse cuidando do seu filho enquanto ela estava fora pudesse alimentar o bebê durante o período que estivesse fora de casa.

A coordenadora do Banco de Leite Humano de Boa Vista, Sílvia Furlin, relata que a extração do leite materno é uma boa estratégia para mães que precisam deixar o bebê em casa, mas não querem interromper o aleitamento. Depois de congelado, o leite humano pode durar 12 horas na geladeira e até 15 dias no congelador. 

No entanto, Sílvia Furlin explica que é preciso ter alguns cuidados higiênicos no momento da ordenha.

“A gente orienta a mãe para que ela use uma touca e uma máscara. Caso essa mãe não tenha uma touca nem uma máscara, ela vai utilizar um lenço ou fralda de pano limpos. Vai amarrar o cabelo dela. Ela vai ferver o frasco, o ideal é de vidro com tampa de plástico rosqueável. Ela vai lavar as mãos dela e lavar os seios somente com água. As mãos, com água e sabão.”

Para descongelar o leite, Sílvia Furlin esclarece que o primeiro passo é aquecer o frasco em banho-maria, mas com a chama do fogão desligada para não ferver o conteúdo do recipiente. Ela reforça a importância de oferecer o líquido em um copo pequeno, em vez de mamadeiras, para que o bebê não desacostume com o peito da mãe.

A amamentação é uma das formas mais econômicas e eficazes de contribuir para a redução da taxa de mortalidade infantil. Por isso, incentive as mulheres que você conhece a amamentarem seus filhos. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br. 
 

Agência do Rádio



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LOC.: A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda que empresas concedam pelo menos uma hora de intervalo para que as mães amamentem os bebês durante a jornada de trabalho. Mas na prática, nem todas as trabalhadoras conseguem contar com o benefício ao voltar às atividades após terem seus filhos. É o caso da advogada Bruna Gonçalves, que atua como profissional liberal em Roraima. Apenas uma semana depois de dar à luz a Luís Felipe, ela teve que retornar ao escritório onde trabalha para não perder prazos em casos importantes. 

Para evitar a interrupção da amamentação, ela decidiu levar o bebê ao trabalho todos os dias. Bruna conta que recebeu apoio dos familiares, colegas de profissão e até mesmo de juízes durante as audiências em que o pequeno Luís Felipe esteve presente.
 

“Levo para o escritório desde que ele era bem pequenininho. Ele tem 6 meses hoje. Quando eu não tenho condições de levá-lo, porque o dia é muito atarefado, eu acordo de madrugada para retirar o meu leite  e deixá-lo. Eu já o levei inclusive para o fórum, para audiência. Ele ficou no corredor com meu esposo, porque eu não tinha com quem deixar. Lá, eu o amamentei no corredor do fórum. O juiz, inclusive, foi muito compreensivo. Teve uma hora que o bebê estava chorando. Ele parou a audiência porque ele ouviu. Disse que eu podia ir lá. Aí fui acalmá-lo e voltei para a audiência.”
 

A mãe também optou por extrair o seu leite e estocar para que quem estivesse cuidando do seu filho enquanto ela estava fora pudesse alimentar o bebê durante o período que estivesse fora de casa.

A coordenadora do Banco de Leite Humano de Boa Vista, Sílvia Furlin, relata que a extração do leite materno é uma boa estratégia para mães que precisam deixar o bebê em casa, mas não querem interromper o aleitamento. Depois de congelado, o leite humano pode durar 12 horas na geladeira e até 15 dias no congelador. 

No entanto, Sílvia Furlin explica que é preciso ter alguns cuidados higiênicos no momento da ordenha.
 

“A gente orienta a mãe para que ela use uma touca e uma máscara. Caso essa mãe não tenha uma touca nem uma máscara, ela vai utilizar um lenço ou fralda de pano limpos. Vai amarrar o cabelo dela. Ela vai ferver o frasco, o ideal é de vidro com tampa de plástico rosqueável. Ela vai lavar as mãos dela e lavar os seios somente com água. As mãos, com água e sabão.”

Para descongelar o leite, Sílvia Furlin esclarece que o primeiro passo é aquecer o frasco em banho-maria, mas com a chama do fogão desligada para não ferver o conteúdo do recipiente. Ela reforça a importância de oferecer o líquido em um copo pequeno, em vez de mamadeiras, para que o bebê não desacostume com o peito da mãe.

A amamentação é uma das formas mais econômicas e eficazes de contribuir para a redução da taxa de mortalidade infantil. Por isso, incentive as mulheres que você conhece a amamentarem seus filhos. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br.