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RS: 27% das matrículas no SENAI, em 2018, foram realizadas por mulheres

Cursos em áreas como mecânica, eletrônica e automação são os mais procurados por elas, segundo representante da entidade no estado

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Foto: Pim Chu

Em 2005, quando Marina Panozzo Cunha, 31 anos, começou o curso de operador eletromecânico no SENAI do Rio Grande do Sul, apenas seis mulheres faziam parte da turma, composta por 36 alunos. Mesmo sendo “minoria” em sala de aula, Marina lutou para se destacar e conseguiu o primeiro emprego em uma empresa fabricante de ônibus de Caxias do Sul.

“Esse curso foi uma forma de, além de conseguir o primeiro emprego, entrar para esse ‘mundo de homens’, a parte de mecânica, de elétrica. E me deu uma boa base para decidir o que eu queria fazer na graduação”, conta.

E desde que Marina se formou, o número de mulheres nas salas de aula do SENAI aumentou no estado. Somente no ano passado, 17.049 matrículas foram realizadas pelo público feminino, o que representa 27% dos ingressos.

De acordo com a gerente de operações do Instituto de Alimentos e Bebidas do SENAI do Rio Grande do Sul, Rafaela Allgayer, as mulheres estão buscando mais capacitação em áreas como mecânica, eletrônica e automação.

“Há algumas áreas em que há predominância de mulheres. Quando olhamos a formação para a área administrativa, que atua fortemente com a indústria, a vemos uma representatividade feminina muito maior”, explica a gerente.

Mercado de trabalho

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 25% da mão de obra da indústria nacional é formada por mulheres. No SENAI nacional, as mulheres respondem por 40% dos cursos gratuitos de educação profissional.

Para a deputada Liziane Bayer (PSB-RS), a educação profissional é “fundamental” para o crescimento do Brasil. “O mercado pede a participação da mulher e ela entendeu que pode estar presente na área que entender, que desejar e que queira, porque capacidade ela tem”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a indústria representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Além disso, 26,3% do emprego formal é gerado pelo setor. Atualmente, são 762.740 trabalhadores, segundo o IBGE.

Para fazer parte da mão de obra da indústria, é possível escolher entre as 49 unidades distribuídas nos municípios gaúchos. Para mais informações, você pode acessar o site senairs.org.br ou ligar no telefone 0800 51 8555.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: Em 2005, quando Marina Panozzo Cunha, 31 anos, começou o curso de operador eletromecânico no SENAI do Rio Grande do Sul, apenas seis mulheres faziam parte de uma turma de 36 alunos. Mesmo sendo “minoria” em sala de aula, Marina lutou para se destacar e conseguiu o primeiro emprego em uma empresa fabricante de ônibus de Caxias do Sul.

TEC./SONORA: Marina Panozzo Cunha, profissional

“Esse curso foi uma forma de, além de conseguir o primeiro emprego, entrar para esse ‘mundo de homens’, a parte de mecânica, elétrica. E me deu uma boa base para decidir o que eu queria fazer na graduação.”

LOC.: O número de mulheres nas salas de aula do SENAI gaúcho aumentou. Somente no ano passado, 17 mil matrículas foram realizadas pelo público feminino, o que representa 27% dos ingressos.

De acordo com a gerente de operações do Instituto de Alimentos e Bebidas do SENAI do Rio Grande do Sul, Rafaela Allgayer, as mulheres estão buscando mais capacitação em áreas como mecânica, eletrônica e automação.

TEC./SONORA: Rafaela Allgayer, gerente de operações do Instituto de Alimentos e Bebidas do SENAI-RS

“Há algumas áreas em que há predominância de mulheres. Quando olhamos a formação para a área administrativa, que atua fortemente com a indústria, a vemos uma representatividade muito maior das mulheres.”

LOC.: Dados do IBGE apontam que 25% da mão de obra da indústria nacional é formada por mulheres. No SENAI nacional, as mulheres respondem por 40% dos cursos gratuitos de educação profissional.

Para a deputada federal Liziane Bayer (PSB-RS), a educação profissional é “fundamental” para o crescimento do Brasil.

TEC./SONORA: Liziane Bayer, deputada federal (PSB-RS)

“O mercado pede a participação da mulher e ela entendeu que pode estar presente na área que entender, que deseja e que quer, porque capacidade ela tem. No momento em que a mulher tem essa disponibilidade e que o mercado tem essa demanda ou esse espaço para ser preenchido, ela se qualifica e pode ocupar o espaço e desempenhar bem sua função.”

LOC.: No Rio Grande do Sul, a indústria representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Além disso, 26,3% do emprego formal do estado é gerado pelo setor. Atualmente, são 762 mil trabalhadores, segundo o IBGE.

Para fazer parte da mão de obra da indústria, é possível escolher entre as 49 unidades do SENAI distribuídas pelos municípios gaúchos. Para mais informações, você pode acessar o site senairs.org.br ou ligar no telefone 0800 51 8555.

Reportagem, Sara Rodrigues