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RS: ‘Profissões do futuro’ surgem como opção para quem quer se inserir no mercado de trabalho

Com a revolução industrial, SENAI tem formado trabalhadores para lidar com novas tecnologias e processos automatizados

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A chegada da quarta revolução industrial, conhecida como Indústria 4.0, tem transformado o mercado de trabalho em todo o mundo. As profissões, que anteriormente demandavam muita necessidade operacional, evoluíram. Hoje, muito mais que saber operar uma máquina, é necessário formar trabalhadores que saibam identificar erros, tenham pensamento crítico e utilizem mais a mente do que as mãos. 

O SENAI no Rio Grande do Sul, por exemplo, é umas das instituições do estado que tem essa visão de futuro. Por ano, são cerca de 90 mil trabalhadores gaúchos treinados e capacitados para a indústria local. 

Aos 15 anos, Willian Gomes começou um curso de mecânica no SENAI. Ele tinha o sonho de se formar na área e voltar à escola para ajudar a capacitar outros profissionais. O plano deu certo e, agora, aos 31, ele é professor auxiliar na Faculdade SENAI de Tecnologia (FATEC), no curso de tecnólogo em automação industrial, que envolve a utilização de máquinas e softwares para tornar automáticos processos industriais. 

Para ele, o SENAI teve um papel importantíssimo na sua formação e na profissão que exerce. “Hoje, para você conseguir o primeiro emprego, é bastante complicado, então eu tive bastante incentivo por parte da minha família para começar no SENAI”, lembra ele. 

Entre as principais tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, está a Internet das Coisas, Impressão 3D (manufatura aditiva), Computação em Nuvem e Inteligência Artificial. Essas tecnologias envolvem a incorporação entre componentes físicos e virtuais. 

O diretor regional do SENAI no Rio Grande do Sul, Carlos Trein, explica que a formação precisa ser capaz de ensinar o profissional a lidar com essa revolução industrial. Para isso, lembra que é necessário treinar habilidade de resolução de problemas, melhorar a capacidade de trabalho em equipe e reforçar a importância do empreendedorismo e da iniciativa profissional. 

Trein afirma que nas unidades gaúchas os cursos já são oferecidos de forma que os trabalhadores consigam se atualizar a cada uma das novas tecnologias.  “Então quando, no ambiente de trabalho, for falado de manufatura híbrida, sistemas de prototipação, de manufatura digital, processamento em nuvem, ele [o trabalhador] vai poder acompanhar esses movimentos com muita propriedade”, explicou. 

Formação de mão de obra
O SENAI é uma das nove instituições que compõem o Sistema S, conjunto de entidades dedicadas a profissões e trabalhadores. No caso do SENAI, o objetivo é capacitar e treinar trabalhadores para a indústria, ajudando jovens a entrarem no mercado de trabalho e aumentando a capacidade de produção industrial. 

O deputado federal Giovani Feltes (MDB-RS) defende que o Sistema S é um dos poucos modelos educacionais no país que prezam pela formação de mão de obra. “Tem uma alta relevância, uma boa capilaridade, uma reconversão. É um sistema que tem apresentado resultado e números bastante significativos”, salientou. 

Para ele, o Sistema S presta um bom serviço para milhões de brasileiros. “Deve e merece um olhar mais atento, transparente e que possa assegurar a permanência do mesmo ofertando bons serviços e formando bons profissionais”, completou.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: O professor do curso de tecnólogo em automação industrial da Faculdade SENAI de Tecnologia do Rio Grande do Sul, Willian Gomes, de 31 anos, percorreu uma trajetória longa para chegar na profissão que exerce hoje. Tudo começou quando tinha 15 anos em um curso de mecânica industrial no SENAI. 

Com muita dedicação, Willian se encantou desde o início pelo curso técnico. Quando terminou, decidiu seguir na mesma área na Universidade Federal do Paraná, no curso de tecnólogo em manutenção industrial. Depois disso, já engatou no mestrado e hoje é doutorando na área de metalúrgica. 

Willian lembre que, se não tivesse começado no SENAI há mais de 15 anos, não teria estaria na posição que ocupa hoje. 

TEC./SONORA: Willian Gomes, professor auxiliar de tecnólogo em automação industrial

“Hoje para você conseguir um primeiro emprego é bastante complicado, então eu tive bastante incentivo por parte da minha família para começar no SENAI. Um grande entusiasta foi meu tio. Ele fez o curso de mecânica em 1980, ele me deu bagagem. Ele não deu seguimento na área, mas aquilo deu um norte para que ele pudesse começar. Diferente dele, eu segui na área de mecânica e fui evoluindo para outras áreas.”
 

LOC.: Por ano, o SENAI tem treinado cerca de 90 mil trabalhadores para a indústria. Isso tem sido muito importante diante do cenário do forte impacto da Indústria 4.0 e das novas tecnologias. As profissões da quarta revolução industrial, como é conhecida, têm exigido do trabalhador mais habilidades mentais e socioemocionais. 

De acordo com o diretor regional do SENAI no Rio Grande do Sul, Carlos Trein, essas habilidades envolvem a capacidade de trabalho em equipe, de solucionar problemas complexos e ter iniciativa profissional. Por isso, ele reforça que o estado está preparado para receber jovens e trabalhadores que desejam se inserir nesse ramo do mercado de trabalho. 

TEC./SONORA: Carlos Trein, diretor regional do SENAI-RS

“Esses cursos nós já estamos oferecendo no SENAI-RS justamente para que o profissional consiga se atualizar rapidamente em cada uma dessas tecnologias. Então quando, no seu ambiente de trabalho, for falado de manufatura híbrida, sistemas de prototipação, de manufatura digital, processamento em nuvem, ele vai poder acompanhar esses movimentos com muita propriedade.”
 

LOC.: Além do SENAI, outras oito entidades, como o SESI, fazem parte do chamado Sistema S, que contribuem para diversas áreas profissionais. No caso do SENAI, a responsabilidade é de treinar e capacitar os trabalhadores para a indústria, fazendo com que jovens tenham oportunidades no mercado de trabalho e que a economia industrial se amplie. 

Representante do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional, o deputado federal Giovani Feltes (MDB-RS) defende a relevância do Sistema S, principalmente na formação de mão de obra do trabalhador gaúcho.

TEC./SONORA: Giovani Feltes, deputado federal

“O Sistema S presta um bom serviço, deve ter continuidade e, certamente, deve e merece um olhar mais atento, transparente e que possa assegurar a permanência do mesmo, ofertando bons serviços e formando bons profissionais”.

LOC.: A Indústria 4.0 tem colocado em evidência a necessidade de formar profissionais que conheçam as tecnologias habilitadoras, como Internet das Coisas, Impressão 3D, Inteligência Artificial e Robótica Avançada. 

Reportagem, Sara Rodrigues