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SANTA CATARINA: Mais de 3 mil litros de leite humano já foram doados em 2019

330 crianças nascem prematuras no Brasil por ano

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Arte: Sabrine Cruz/Agência do Rádio

De janeiro a abril de 2019, em Santa Catarina, cerca de três mil e trezentos litros de leite humano já foram coletados, de acordo com dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), ligada à Fiocruz. O leite materno é o único alimento que garante um melhor desenvolvimento de um recém-nascido.

SERVIÇO: Saiba onde doar leite materno em Santa Catarina

Uma das doadoras catarinenses é a caixa de padaria Letícia de Oliveira, de 25 anos, natural de Porto União. A filha, a pequena Ana Lara, é um exemplo de bebê prematuro. A criança nasceu com apenas 790 gramas. 

Com excesso de produção de leite materno e sem poder alimentar a filha diretamente, Letícia começou a doar para o Banco de Leite Humano Alimente uma Vida, da Maternidade Dona Catarina Kuss, na cidade vizinha de Mafra. Inicialmente, a mãe de Ana Lara chegou a ordenhar de três em três horas na unidade. 

Mais de 30 dias após o nascimento, a filha de Letícia ganhou peso e saúde graças ao leite humano recebido diariamente. O bebê, atualmente, pesa um quilo e quatrocentos gramas. 

Letícia de Oliveira conta como é gratificante ajudar a vida de bebês prematuros. 

“Me sinto muito grata. Primeiro, por eu poder doar, segundo pela minha filha e por todos os bebês que não podem receber o leite da mãe, receberem esse leite.” 

Ainda de acordo com dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, até abril deste ano, são mais de duas mil mulheres doadoras em Santa Catarina.
Anualmente, no Brasil, 330 mil crianças nascem prematuras ou com baixo peso – ou seja, com menos de dois quilos e meio. Muitas delas não podem ser amamentadas pelas próprias mães e precisam de doações de leite humano para se desenvolver com saúde. 

Arte: Sabrine Cruz/Agência do Rádio Mais

O Ministério da Saúde, em parceria com a rede, lançou, na última semana, a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno. Com o slogan “Doe Leite Materno, alimente a vida”, a campanha de doação visa sensibilizar as gestantes e as mulheres que amamentam a fazerem doações durante todo o ano. A meta do governo é aumentar em 15% o volume de leite materno coletado em todo o país.

Um dado do ministério resume a importância do leite materno. Segundo a pasta, dependendo do peso do prematuro, 1ml já o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Um pote do alimento doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. 

Para ser doadora, a mulher não pode ser fumante, deve ter uma alimentação saudável, apresentar bons resultados nos exames de pré-natal e não estar tomando nenhum medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer Banco de Leite Humano fazem o cadastro da mãe e entregam todo o material necessário para a coleta, como máscara, luvas e toca.

A doação de leite materno não atrapalha a alimentação do próprio filho da mulher. De acordo com a enfermeira do Banco de Leite Humano Alimente uma Vida, Juliana Maria Grizer, quanto mais estímulo a mulher tiver, mais produção de leite haverá.

“O leite materno precisa de um estímulo para que aumente a produção, ou seja, o bebê mamando ou ela estimulando manualmente. O corpo vai entender que ela precisa de uma produção maior de leite. Isso ajuda na amamentação do bebê dela também, porque a produção vai ser cada vez maior. Quanto mais ela estimular, a produção de leite materno vai ser maior.” 

O centro de referência de Banco de Leite Humano do estado de Santa Catarina fica na cidade de Joinville, na maternidade Darcy Vargas, na Rua Miguel Couto, bairro Anita Garibaldi. O telefone de contato é o (47) 3461-5704. Repetindo: (47) 3461-5704.

Só o leite materno tem anticorpos que protegem os bebês de doenças respiratórias e intestinais. E, por isso, ele pode ajudar a reduzir as taxas de mortalidade infantil. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite. 

Agência do Rádio



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De janeiro a abril de 2019, em Santa Catarina, cerca de três mil e trezentos litros de leite humano já foram coletados, de acordo com dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), ligada à Fiocruz. O leite materno é o único alimento que garante um melhor desenvolvimento de um recém-nascido.

Uma das doadoras catarinenses é a caixa de padaria Letícia de Oliveira, de 25 anos, natural de Porto União. A filha, a pequena Ana Lara, é um exemplo de bebê prematuro. A criança nasceu com apenas 790 gramas. 

Com excesso de produção de leite materno e sem poder alimentar a filha diretamente, Letícia começou a doar para o Banco de Leite Humano Alimente uma Vida, da Maternidade Dona Catarina Kuss, na cidade vizinha de Mafra. Inicialmente, a mãe de Ana Lara chegou a ordenhar de três em três horas na unidade. 

Mais de 30 dias após o nascimento, a filha de Letícia ganhou peso e saúde graças ao leite humano recebido diariamente. O bebê, atualmente, pesa um quilo e quatrocentos gramas. 

Letícia de Oliveira conta como é gratificante ajudar a vida de bebês prematuros. 
 

TEC/SONORA: Letícia de Oliveira, caixa.

“Me sinto muito grata. Primeiro, por eu poder doar, segundo pela minha filha e por todos os bebês que não podem receber o leite da mãe, receberem esse leite.” 
 

LOC.: Ainda de acordo com dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, até abril deste ano, são mais de duas mil mulheres doadoras em Santa Catarina.

Anualmente, no Brasil, 330 mil crianças nascem prematuras ou com baixo peso – ou seja, com menos de dois quilos e meio. Muitas delas não podem ser amamentadas pelas próprias mães e precisam de doações de leite humano para se desenvolver com saúde. 

O Ministério da Saúde, em parceria com a rede, lançou, na última semana, a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno. Com o slogan “Doe Leite Materno, alimente a vida”, a campanha de doação visa sensibilizar as gestantes e as mulheres que amamentam a fazerem doações durante todo o ano. A meta do governo é aumentar em 15% o volume de leite materno coletado em todo o país.

Um dado do ministério resume a importância do leite materno. Segundo a pasta, dependendo do peso do prematuro, 1ml já o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Um pote do alimento doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. 

Para ser doadora, a mulher não pode ser fumante, deve ter uma alimentação saudável, apresentar bons resultados nos exames de pré-natal e não estar tomando nenhum medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer Banco de Leite Humano fazem o cadastro da mãe e entregam todo o material necessário para a coleta, como máscara, luvas e toca.

A doação de leite materno não atrapalha a alimentação do próprio filho da mulher. De acordo com a enfermeira do Banco de Leite Humano Alimente uma Vida, Juliana Maria Grizer, quanto mais estímulo a mulher tiver, mais produção de leite haverá.
 

TEC/SONORA: Juliana Maria Grizer, enfermeira. 

“O leite materno precisa de um estímulo para que aumente a produção, ou seja, o bebê mamando ou ela estimulando manualmente. O corpo vai entender que ela precisa de uma produção maior de leite. Isso ajuda na amamentação do bebê dela também, porque a produção vai ser cada vez maior. Quanto mais ela estimular, a produção de leite materno vai ser maior.” 
 

LOC.: O centro de referência de Banco de Leite Humano do estado de Santa Catarina fica na cidade de Joinville, na maternidade Darcy Vargas, na Rua Miguel Couto, bairro Anita Garibaldi. O telefone de contato é o (47) 3461-5704. Repetindo: (47) 3461-5704.

Só o leite materno tem anticorpos que protegem os bebês de doenças respiratórias e intestinais. E, por isso, ele pode ajudar a reduzir as taxas de mortalidade infantil. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite.