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SAÚDE CRÔNICA: Descansar faz parte de viver bem

Certa vez, o filósofo Heráclito falou que “nenhum homem pode banhar-se no mesmo rio por duas vezes, porque nem o homem, nem a água do rio serão os mesmos”.

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Por Janary Damacena

Certa vez, o filósofo Heráclito falou que “nenhum homem pode banhar-se no mesmo rio por duas vezes, porque nem o homem, nem a água do rio serão os mesmos”. E assim também é a nossa vida. Colocamo-nos em uma eterna jornada pelas estradas à nossa frente, sempre provando um pouco da força de diferentes águas, medindo nossa resistência aos acontecimentos da vida. 

Em diversas reportagens e algumas crônicas, eu abordei temas sobre os cuidados com a saúde mental e o reflexo que isso traz para o todo o nosso corpo, então vou considerar que passamos dessa parte, pois é bastante sabido que muitos hábitos saudáveis colaboram com essa melhoria na qualidade de vida, como fazer exercícios regularmente ou comer de forma equilibrada.

O fato é que, por mais óbvio do que pareça, nosso bem estar também depende de um ponto importante, mas por vezes esquecido: o descanso. E é bem verdade! Todos nós sabemos que descansar ajuda a nos manter fisicamente saudáveis para alcançar uma melhor qualidade de vida. Mas o que significa esse descanso, do qual estou falando? É muito simples, na verdade. Trata-se de uma interrupção na rotina, principalmente de trabalho ou estudos, com objetivo de relaxar em um lazer. 

E esse momento é uma forma de cuidado com o próprio corpo, e que serve de suporte para aguentar as dificuldades diárias impostas pela vida. Esse descanso vai ajudar a colocar em ordem algumas coisas, que podem estar desreguladas por conta de rotinas intensas, desgastantes. E não estou falando de lazer puro e simples, como ir para festas, mas falo de momentos mais calmos e tranquilos em que podemos, por exemplo, desfrutar de horas suficientes de sono – e com qualidade. 

Falo a respeito de momentos em que podemos pensar serenamente a respeito dos caminhos que temos à frente, das decisões a tomar. E é necessário que tudo isso seja feito de maneiro suave, sem a correria de ter de bater um ponto ou em meios aos prazos apertados. Se for possível, recomendo viajar, se não, parques e praças estão por aí a oferecer tranquilidade necessária. 

Como não posso simplesmente falar, sem provar um pouco do gosto das minhas palavras, em um dos últimos fins de semana pude atestar sobre a potência das águas que correm pelo cerrado brasileiro, mergulhando em geladas águas que caem das enormes cachoeiras que estão lá há séculos. Apesar de essa queda ser a mesma em que por anos anteriores estiver a me banhar, ao deixar minha cabeça erguida para receber o aguaceiro que corria da montanha, percebi que aquelas águas não eram as mesmas, tampouco eu o era... e assim, pude relaxar e começar a pensar sobre a vida. 


 

Janary Bastos Damacena



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Certa vez, o filósofo Heráclito falou que “nenhum homem pode banhar-se no mesmo rio por duas vezes, porque nem o homem, nem a água do rio serão os mesmos”. E assim também é a nossa vida. Colocamo-nos em uma eterna jornada pelas estradas à nossa frente, sempre provando um pouco da força de diferentes águas, medindo nossa resistência aos acontecimentos da vida. 

Em diversas reportagens e algumas crônicas, eu abordei temas sobre os cuidados com a saúde mental e o reflexo que isso traz para o todo o nosso corpo, então vou considerar que passamos dessa parte, pois é bastante sabido que muitos hábitos saudáveis colaboram com essa melhoria na qualidade de vida, como fazer exercícios regularmente ou comer de forma equilibrada.

O fato é que, por mais óbvio do que pareça, nosso bem estar também depende de um ponto importante, mas por vezes esquecido: o descanso. E é bem verdade! Todos nós sabemos que descansar ajuda a nos manter fisicamente saudáveis para alcançar uma melhor qualidade de vida. Mas o que significa esse descanso, do qual estou falando? É muito simples, na verdade. Trata-se de uma interrupção na rotina, principalmente de trabalho ou estudos, com objetivo de relaxar em um lazer. 

E esse momento é uma forma de cuidado com o próprio corpo, e que serve de suporte para aguentar as dificuldades diárias impostas pela vida. Esse descanso vai ajudar a colocar em ordem algumas coisas, que podem estar desreguladas por conta de rotinas intensas, desgastantes. E não estou falando de lazer puro e simples, como ir para festas, mas falo de momentos mais calmos e tranquilos em que podemos, por exemplo, desfrutar de horas suficientes de sono – e com qualidade. 

Falo a respeito de momentos em que podemos pensar serenamente a respeito dos caminhos que temos à frente, das decisões a tomar. E é necessário que tudo isso seja feito de maneiro suave, sem a correria de ter de bater um ponto ou em meios aos prazos apertados. Se for possível, recomendo viajar, se não, parques e praças estão por aí a oferecer tranquilidade necessária. 

Como não posso simplesmente falar, sem provar um pouco do gosto das minhas palavras, em um dos últimos fins de semana pude atestar sobre a potência das águas que correm pelo cerrado brasileiro, mergulhando em geladas águas que caem das enormes cachoeiras que estão lá há séculos. Apesar de essa queda ser a mesma em que por anos anteriores estiver a me banhar, ao deixar minha cabeça erguida para receber o aguaceiro que corria da montanha, percebi que aquelas águas não eram as mesmas, tampouco eu o era... e assim, pude relaxar e começar a pensar sobre a vida. 

Reportagem, Janary Damascena