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Sem desistências e reprovações, SESI/SENAI adotam currículo integrado no ES

Duas turmas do primeiro ano do ensino médio e do curso técnico de eletrotécnica da escola Jones dos Santos Neves, em Serra, utilizaram o novo método, em 2018

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O Espírito Santo foi um dos cinco estados escolhidos pelos Departamentos Nacionais do SESI e do SENAI para fazer parte do projeto-piloto de implantação do novo modelo curricular do ensino médio no ano passado. A unidade da Federação foi a única selecionado da região Sudeste para testar a nova metodologia.

60 alunos de duas turmas do primeiro ano do ensino médio e do curso técnico de eletrotécnica da escola Jones dos Santos Neves, em Serra, experimentaram a nova metodologia.

Segundo a diretora de Educação do SESI/SENAI no Espírito Santo, Priscilla Carneiro, os professores dessas turmas também tiveram que se adequar ao novo sistema de ensino.

“A gente tem todo um processo de acompanhamento e, sobretudo, uma metodologia de ensino e de aprendizagem que foi reposicionado. O quê que eu quero dizer com isso? Não foi apenas integrar matrizes curriculares na sala, mas foi pensar e repensar metodologias que pudessem colocar o aluno como centro do processo do conhecimento”.

O modelo oferece um currículo integrado por áreas de conhecimento e não mais por disciplinas, incluindo formação técnica que permite aos estudantes iniciarem mais cedo a vida profissional. Os alunos podem escolher uma formação técnica dentro da carga horária do ensino médio regular. Caso obtenha sucesso, ao final dos três anos, o estudante terá o diploma do ensino médio e o certificado do ensino técnico.

O aprendizado contextualizado e integrado é uma das novidades trazidas pelo Novo Ensino Médio, que começou a ser implementado pelo SESI e pelo SENAI em 2018, em cinco estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás e Espírito Santo – com 226 alunos. A proposta foi relatada pelo diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, que é integrante do Conselho Nacional de Educação.

Segundo ele, o país precisa investir em educação, ciência, tecnologia, inovação para se desenvolver ainda mais e melhor qualificar os profissionais.

“A expectativa é da população brasileira. É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que é a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.

Para 2019, o SESI e o SENAI programam uma expansão do modelo em suas unidades. Novos estados serão atendidos e novas habilitações serão ofertadas. Além de Eletrotécnica, os estudantes poderão optar pelas áreas de Matemática, Ciências da Natureza, Técnico em Mecânica ou Técnico em Rede de Computadores.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

Agência do Rádio



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