Menu

Senado confirma transferência de Coaf para Economia

O texto agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro

Banners
Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado Federal concluiu na noite desta terça-feira (28) a votação da Medida Provisória da reforma administrativa. Os parlamentares mantiveram o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios, mas que tirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos do ministro da Justiça, Sergio Moro.

A aprovação foi uma vitória para o governo federal, uma vez que, no caso de qualquer alteração pelo Senado, o texto voltaria para análise dos deputados. Assim, a MP que tinha prazo de validade curto, poderia caducar antes de ser novamente analisada pela Câmara.

A preocupação fez com que Bolsonaro enviasse uma carta aos senadores pedindo a aprovação da proposta na forma com que ela saiu da Câmara. O documento foi assinado por Bolsonaro e pelos ministros Sérgio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

O pedido fez com que os aliados do governo desistissem de tentar manter o Coaf com Sergio Moro, como foi o caso do líder do PSL na Casa, senador Major Olímpio (SP).

“Nós sempre nos mobilizamos para que o Coaf ficasse na Justiça, mas não foi a interpretação da Comissão Mista. Nós perdemos por 15 a 9. E depois nós perdemos por 228 a 210 na Câmara. Não dá para discutir agora. Para mim, é um soco no fígado todas essas circunstâncias que a Câmara nos impõe”, reclamou.

A articulação do governo deu resultado. O texto base da MP foi aprovado por 70 votos a 4 e, na sequência, os senadores rejeitaram um destaque que previa o retorno do Coaf para o Ministério da Justiça.

O texto agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


Cadastre-se

O Senado Federal concluiu na noite desta terça-feira (28) a votação da Medida Provisória da reforma administrativa. Os parlamentares mantiveram o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios, mas que tirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos do ministro da Justiça, Sergio Moro.

A aprovação foi uma vitória para o governo federal, uma vez que, no caso de qualquer alteração pelo Senado, o texto voltaria para análise dos deputados. Assim, a MP que tinha prazo de validade curto, poderia caducar antes de ser novamente analisada pela Câmara.

A preocupação fez com que Bolsonaro enviasse uma carta aos senadores pedindo a aprovação da proposta na forma com que ela saiu da Câmara. O documento foi assinado por Bolsonaro e pelos ministros Sérgio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

O pedido fez com que os aliados do governo desistissem de tentar manter o Coaf com Sergio Moro, como foi o caso do líder do PSL na Casa, senador Major Olímpio (SP). 
 

“Nós sempre nos mobilizamos para que o Coaf ficasse na Justiça, mas não foi a interpretação da Comissão Mista. Nós perdemos por 15 a 9. E depois nós perdemos por 228 a 210 na Câmara. Não dá para discutir agora. Para mim, é um soco no fígado todas essas circunstâncias que a Câmara nos impõe.”

A articulação do governo deu resultado. O texto base da MP foi aprovado por 70 votos a 4 e, na sequência, os senadores rejeitaram um destaque que previa o retorno do Coaf para o Ministério da Justiça.

O texto agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Reportagem, João Paulo Machado