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SERTÃO DO MOXOTÓ: Moradores da microrregião sofrem com presença do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya

Alguns municípios dessa área sofrem com a presença do mosquito. É o caso de Arcoverde e Sertânia

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Foto: Ministério da Saúde

A população que vive na microrregião do Sertão do Moxotó, em Pernambuco, deve ficar atenta aos cuidados para evitar a proliferação do mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. Alguns municípios dessa área sofrem com a presença do mosquito, como é o caso de Arcoverde. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a cidade está desde 2013 com risco de infestação. Em 2019, a taxa de presença do mosquito na cidade atingiu 6,50. O número é 16 vezes maior do que o Ministério da Saúde considera como satisfatório. 

O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti.

Outro município da microrregião onde a população sofre com as doenças transmitidas pelo mosquito é Sertânia. Gilclecio de Lucena Santos, que é funcionário do Hospital Maria Alice Gomes Lafayette foi picado pelo mosquito em 2017. Com fortes dores pelo corpo, ele conta que executar tarefas simples se tornavam bem complicadas.

“Senti muitas dores nas articulações, muita dificuldade até para tirar a camisa, para fazer funções simples do dia-a-dia, como tomar banho, ir ao banheiro e até levantar. Tive muitas dores mesmo nas pernas, braços e cabeça, e muita febre, em torno de 39, 40 graus”, conta.

A realidade desses municípios não é diferente no resto do estado. O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou, este ano, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, o principal fator que contribui para esses números é o armazenamento inadequado, principalmente em municípios do Nordeste em que os moradores estocam água dentro de casa por conta da seca. Ela ressalta que é preciso redobrar alguns cuidados para evitar focos do mosquito.

“Precisamos sempre olhar nossos quintais, jardins e até os locais que armazenamos água, para sabermos se a água está corretamente armazenada, de forma que não permita desenvolver o mosquito. Precisamos verificar se não tem nenhum depósito que vire um criadouro do mosquito quando vier a época de chuva. Aqui, quando chove, geralmente em seguida vem o sol, criando uma situação muito favorável para a proliferação do mosquito. Devemos estar atentos a esses possíveis depósitos e eliminá-los”, destaca.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Crédito: Ministério da Saúde
 

Agência do Rádio



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LOC.: A população que vive na microrregião do Sertão do Moxotó, em Pernambuco, deve ficar atenta aos cuidados para evitar a proliferação do mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. Alguns municípios dessa área sofrem com a presença do mosquito, como é o caso de Arcoverde. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a cidade está desde 2013 com risco de infestação. Em 2019, a taxa de presença do mosquito na cidade atingiu 6,50. O número é 16 vezes maior do que o Ministério da Saúde considera como satisfatório. 

O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti.

Outro município da microrregião onde a população sofre com as doenças transmitidas pelo mosquito é Sertânia. Gilclecio de Lucena Santos, que é funcionário do Hospital Maria Alice Gomes Lafayette foi picado pelo mosquito em 2017. Com fortes dores pelo corpo, ele conta que executar tarefas simples se tornavam bem complicadas.
 

“Senti muitas dores nas articulações, muita dificuldade até para tirar a camisa, para fazer funções simples do dia-a-dia, como tomar banho, ir ao banheiro e até levantar. Tive muitas dores mesmo nas pernas, braços e cabeça, e muita febre, em torno de 39, 40 graus.”

LOC.: A realidade desses municípios não é diferente no resto do estado. O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou, este ano, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, o principal fator que contribui para esses números é o armazenamento inadequado, principalmente em municípios do Nordeste em que os moradores estocam água dentro de casa por conta da seca. Ela ressalta que é preciso redobrar alguns cuidados para evitar focos do mosquito.

“Precisamos sempre olhar nossos quintais, jardins e até os locais que armazenamos água, para sabermos se a água está corretamente armazenada, de forma que não permita desenvolver o mosquito. Precisamos verificar se não tem nenhum depósito que vire um criadouro do mosquito quando vier a época de chuva. Aqui, quando chove, geralmente em seguida vem o sol, criando uma situação muito favorável para a proliferação do mosquito. Devemos estar atentos a esses possíveis depósitos e eliminá-los.”

LOC.: E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.