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Sistema S é instrumento de transformação das cidades brasileiras, diz deputado

Para Vinicius Farah (MDB-RJ), parcerias com instituições do sistema garantem qualificação profissional, oferta de ferramentas tecnológicas e desburocratização

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Foto: reprodução/TV Câmara

O deputado federal Vinicius Farah (MDB-RJ) defendeu que as instituições do Sistema S são instrumentos de transformação das cidades brasileiras por meio da qualificação profissional, da oferta de ferramentas tecnológicas e de medidas que contribuem para a desburocratização da economia.

Farah foi prefeito de Três Rios (RJ) entre 2009 e 2016. Segundo o hoje deputado federal, quando estava à frente da gestão do município fluminense, ele viu a cidade se transformar por meio de parcerias com o Sistema S. 

“Estou defendendo [o Sistema S] porque, como prefeito por oito anos, vi uma cidade se transformar. Vi a vida de quase 600 mil pessoas da minha região sendo transformada por meio dessas parcerias com o Sistema S, [por meio de] qualificação profissional para o mercado de trabalho, ferramentas tecnológicas e ferramentas de desburocratização”, afirmou.

De acordo com Farah, por meio dessas ferramentas, uma cidade do interior como Três Rios se transformou em “um modelo nacional de captação de empresas de médio, grande e pequeno porte na geração de renda e na geração de receitas para a prefeitura”.

“Grande parte dessa transformação partiu – e com muita humildade eu divido isso – das grandes parcerias que fiz com o Sistema S. A prefeitura virou quase que uma parceira dessas entidades e vice-versa”, afirmou o parlamentar. “A minha defesa é de quem experimentou o resultado na ponta de que uma parceria de bem, transparente, que transforma a vida das pessoas e das cidades”, disse.

Segundo o deputado federal, em um período de cinco anos, o orçamento do município de Três Rios passou de R$ 70 milhões para R$ 406 milhões. Em grande parte, disse ele, essa ampliação no orçamento ocorreu em função dos avanços conquistados por meio das parcerias com as instituições do Sistema S.Também nesse período, afirmou, a cidade gerou 16 mil empregos diretos. “E 92% desses postos de trabalho foram preenchidos pelos cidadãos locais em razão de sua qualificação profissional específica”, enfatizou.

Vinicius Farah é autor de um requerimento aprovado em 3 de abril na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para discutir a modernização do Sistema S. 

Esse sistema é composto por nove instituições – SESI, SENAI, Sesc, Senac, Sest Senat, Sebrae, Senar e Sescoop – e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador. 

MODELO - Na opinião da especialista Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), o governo brasileiro deveria ter o Sistema S como modelo. Por exemplo, o trabalho de instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) poderia servir de referência para as secretarias estaduais de educação.

“Há exemplos internacionais como as escolas secundárias da Coreia do Sul em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de ensino médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens”, conta.

Sistema S

Um exemplo das instituições de ensino do Sistema S é o Serviço Social da Indústria (SESI). De acordo com um estudo elaborado em 2017, as escolas dessa rede têm o desempenho superior às demais escolas privadas quando se trata de ensino fundamental, tendo em vista os alunos do 5º ano, por exemplo.
Responsável pelos programas de saúde e segurança do trabalhador na indústria, o SESI também tem uma rede de escolas que beneficia 1,2 milhão de jovens com educação básica, principalmente de famílias de trabalhadores da indústria.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), por sua vez, oferece cursos que formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, da iniciação profissional até graduação e pós-graduação tecnológica. Além disso, o SENAI forma, desde 1942, mais de 73 milhões de trabalhadores no Brasil com as ações de qualificação profissional.
 

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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LOC.: O deputado federal Vinicius Farah (MDB-RJ) defendeu que as instituições do Sistema S são instrumentos de transformação das cidades brasileiras por meio da qualificação profissional, da oferta de ferramentas tecnológicas e de medidas que contribuem para a desburocratização da economia.

Farah foi prefeito de Três Rios, no estado do Rio de Janeiro, entre 2009 e 2016. O parlamentar disse que, quando estava à frente da gestão do município fluminense, ele viu a cidade se transformar por meio de parcerias com o Sistema S. Ao todo, disse, em cinco anos e meio, a cidade gerou 16 mil empregos diretos. Mais de 90% deles foram preenchidos pelos cidadãos locais em razão de sua qualificação profissional específica.
 

TEC./SONORA: Vinícius Farah (MDB-RJ), deputado federal
 

“Eu fui prefeito por oito anos de uma cidade do estado do Rio. Virou uma referência nacional [a cidade] quanto a algumas ferramentas fundamentais para o desenvolvimento econômico: desburocratização, qualificação profissional; que se transformou na geração de emprego e renda.”
 

LOC.: Vinicius Farah é autor de um requerimento aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para discutir a modernização do Sistema S. Esse sistema é composto por nove instituições, entre elas SESI e SENAI, e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador. 

A diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV,Cláudia Costin, acredita que o Sistema S deveria servir de modelo para o Brasil aproveitar o potencial de educação de instituições como o SENAI para transmitir conhecimentos para as secretarias estaduais de educação.
 

TEC./SONORA: Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV

“Há exemplos internacionais como as escolas secundárias da Coreia do Sul em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de Ensino Médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens.”
 

LOC.: Um exemplo das instituições de ensino do Sistema S é o Serviço Social da Indústria (SESI). De acordo com um estudo elaborado em 2017, as escolas desta rede têm o desempenho superior às demais escolas privadas quando se trata de ensino fundamental, tendo em vista os alunos do 5º ano, por exemplo.

Já o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) oferece cursos que formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, da iniciação profissional até graduação e pós-graduação tecnológica. O SENAI formou, desde 1942, mais de 73 milhões de trabalhadores no Brasil com as ações de qualificação profissional.

Reportagem, Pedro Marra