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“Sistema S já faz parte da memória afetiva do país”, ressalta deputado federal Professor Israel Batista

Para deputado brasiliense, “as instituições, como SENAI e SESI, são responsáveis pela formação de milhões de trabalhadores”

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Divulgação Internet

O deputado federal professor Israel Batista (PV-DF) afirmou que o Sistema S “já faz parte da memória afetiva do Brasil e é responsável pela formação profissional de milhões de trabalhadores todos os anos”. Por isso, considera o sistema importante para o desenvolvimento do Distrito Federal, uma vez que as instituições, como o SENAI e o SESI, “vêm sendo estruturadas, no país, desde 1942”. "Não há brasileiro que não tenha tido alguma experiência, algum momento de contato, com alguma entidade do Sistema S”, lembra.

Israel Batista é presidente da Subcomissão Especial de Acompanhamento do Plano Nacional de Educação da Câmara dos Deputados e avalia que a educação vive crise estrutural, após o governo federal anunciar o congelamento de recursos destinados às universidade e institutos federais, que também oferecem qualificação profissional. “Esses centros operam com 1/18 da perspectiva de recursos. Hoje temos um bloqueio, só nos institutos de Brasília, de 30,28% do orçamento”, ressaltou o parlamentar.

No caso do Sistema S, o governo tem sinalizado cortes de até 50% nos repasses federais. No último dia 30 de maio, uma audiência pública foi realizada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, para debater “A Relevância do Sistema S e os Novos Desafios para 2019”.

No encontro, representantes do Sistema S esclareceram pontos levantados pelos parlamentares, principalmente sob o aspecto financeiro. SENAI e SESI, duas das nove instituições que integram o Sistema S, mostraram que os recursos da contribuição compulsória, pagas pelas empresas, são privados, como aponta o artigo 240 da Constituição Federal, confirmado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

As instituições são administradas e mantidas pela indústria brasileira por contribuições compulsórias recolhidas pelas empresas, por meio de um percentual incidente sobre a folha de pagamento: 1% para o SENAI, e 1,5% para o SESI.

O diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, enfatizou aos parlamentares presentes na audiência pública que as entidades são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU), por auditorias independentes e conselhos fiscais, com a participação do governo federal.

“O mais importante, daquilo que vimos por aqui, é um amplo reconhecimento que os parlamentares têm, até porque, eles escutam a sociedade sobre o trabalho dessas instituições, da excelência do trabalho do SENAI, do SESI, do SESC, do SENAT, do SENAR, ou seja, de todas as instituições que compõem o Sistema S, que têm o reconhecimento da sociedade e que repercute na Câmara”, pontuou Lucchesi.

O Sistema S atua na formação de profissionais de todos os níveis, na elaboração de consultorias técnicas, no desenvolvimento de novas tecnologias, no atendimento a micros, pequenas, médias e grandes empresas, além de desenvolver ações voltadas à segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores.

No SENAI DF, por exemplo, apenas nos três primeiros meses deste ano, foram oferecidas mais de 8.400 vagas gratuitas, ou seja, sem nenhum custo aos estudantes, em cursos de formação inicial e técnica de nível médio.

Perfil da indústria

A indústria brasiliense emprega mais de 80 mil trabalhadores, produz mais de R$ 206 bilhões em Produto Interno Bruto, quase 0,8% da produção nacional, segundo dados do IBGE. Os setores da construção, alimentos, bebidas, serviços industriais de utilidade pública e minerais não metálicos são responsáveis por quase 93% da produção industrial do DF.

Nos estados do Centro-Oeste do país, a média salarial dos trabalhadores das indústrias ainda é maior, de quase 21,7% superior aos profissionais de formação regular, de acordo com pesquisa do próprio SENAI, com dados do IBGE.

Ao todo, o Distrito Federal conta com mais de 5,1 mil indústrias. As micro e pequenas empresas representam mais de 77% do total das firmas, as pequenas, quase 18%, as médias, quase 3,5%, e as grandes, 0,8%. As maiores ofertas de emprego são geradas nas grandes empresas, com mais de 40% do emprego industrial, e nas médias, com quase 23%. A média salarial da indústria no DF é superior a R$ 3 mil e mais de 61% dos trabalhadores têm, ao menos, o ensino médio completo.

O SENAI é responsável pela qualificação e preparação de jovens para o mercado de trabalho e mantém 587 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Só em 2018, foram registradas mais de 2,3 milhões de matrículas em cursos profissionais.

Já o SESI tem como objetivo desenvolver uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e aumentar a produtividade da indústria, promovendo a saúde e segurança do trabalhador. O SESI realizou 1,1 milhão de matrículas em educação básica, continuada e em ações educativas no país em 2018. Ao todo, foram 3,5 milhões de brasileiros beneficiados com serviços de saúde e segurança no ano passado.

Cristiano Carlos

Cristiano é jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília, com larga experiência em emissoras de rádio, desde 2002. Como repórter trabalha na cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, na produção de conteúdos sobre o dia a dia dos bastidores, da atuação dos parlamentares, nas comissões e nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. Acompanhou as campanhas eleitorais nacionais em 2014 e 2018. Também atua nas editorias de educação, saúde e esportes.


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LOC.: O deputado federal Professor Israel Batista (PV-DF) afirmou que as instituições do Sistema S, como SESI e SENAI, têm larga tradição e excelência na formação profissional do trabalhador e são importantes para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

Israel é presidente da Subcomissão Especial de Acompanhamento do Plano Nacional de Educação da Câmara dos Deputados e crítico aos cortes de recursos em universidades e institutos federais. Segundo o parlamentar, a atuação das instituições do Sistema S é reconhecida ao ponto de estar “cravada” na memória da população de forma afetiva.

TEC./SONORA: Deputado federal Professor Israel Batista

“O Sistema S vem sendo estruturado no Brasil desde 1942. Não há brasileiro que não tenha tido alguma experiência, algum momento de contato com alguma entidade do Sistema S. O Sistema S já faz parte da memória afetiva do Brasil e é responsável pela formação profissional de milhões de trabalhadores todos os anos”.

LOC.: No caso do Sistema S, o governo tem sinalizado cortes de até 50% nos repasses federais. No último dia 30 de maio, uma audiência pública foi realizada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados para debater “A Relevância do Sistema S e os Novos Desafios para 2019”.

No encontro, representantes do Sistema S esclareceram pontos levantados pelos parlamentares, principalmente sob o aspecto financeiro. SENAI e SESI, duas das nove instituições que integram o Sistema S, mostraram que os recursos da contribuição compulsória, pagas pelas empresas, são privados, como aponta o artigo 240 da Constituição Federal, confirmado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, enfatizou aos parlamentares presentes na audiência pública que as entidades são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU), por auditorias independentes e conselhos fiscais, com a participação do governo federal.

TEC./SONORA: Diretor-Geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi

“O mais importante, daquilo que vimos por aqui, é um amplo reconhecimento que os parlamentares têm, até porque, eles escutam a sociedade sobre o trabalho dessas instituições, da excelência do trabalho do SENAI, do SESI, do SESC, do SENAT, do SENAR, ou seja, de todas as instituições que compõem o Sistema S, que têm o reconhecimento da sociedade e que repercute na Câmara”.

LOC.: O Sistema S atua na formação de profissionais de todos os níveis, na elaboração de consultorias técnicas, no desenvolvimento de novas tecnologias, no atendimento a micros, pequenas, médias e grandes empresas, além de desenvolver ações voltadas à segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores.

No SENAI DF, por exemplo, apenas nos três primeiros meses deste ano, foram oferecidas mais de 8.400 vagas gratuitas, ou seja, sem nenhum custo aos estudantes, em cursos de formação inicial e técnica de nível médio.

Reportagem, Cristiano Carlos