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SP: Estudante de moda da capital paulista está na Rússia para disputa da WorldSkills

Gabriella Louise Silva e outros 62 brasileiros vão participar, entre 22 e 27 de agosto, da maior competição de educação profissional do mundo

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Foto: Arquivo Pessoal

A jovem Gabriella Louise Silva, de 22 anos, competirá a partir desta quinta-feira (22) na WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo. Na Rússia, ela colocará à prova suas habilidades na área de tecnologia da moda, modalidade que rendeu a medalha de ouro em 2015, e a de prata, em 2017, para o Brasil. Os esforços da jovem serão para repetir o feito e alcançar o lugar mais alto do pódio.

Conheça os outros participantes

Gabriella está ciente do desafio e da responsabilidade que tem pela frente, mas se mostra confiante. A jovem estuda na escola do SENAI Têxtil e Vestuário, no Brás, desde 2017. Foi lá que descobriu o amor pela moda e decidiu mergulhar no universo das competições de conhecimento. Na fase estadual, conquistou o primeiro lugar na sua modalidade. “Eu estou bem consciente, descobri o que amo fazer e isso me traz mais paz ainda, amar o que faço. Estou confiante e muito feliz”, afirma.

Parte da preparação de Gabriella incluiu estadia em Brasília por cerca de oito meses para um treinamento intensivo de mais de dez horas por dia. A ideia é estar pronta para cumprir os quatro módulos da competição com qualidade e agilidade. As etapas vão desde a criação de uma coleção de roupas, com direito a sorteio do tipo de tecido que deverá ser usado, até a entrega de uma roupa confeccionada por ela durante os dias da competição. Este ano, terá que desenvolver um casaco, cumprindo algumas exigências, como tipo de gola, de manga e bolso, que serão sorteados na hora da prova.

Toda essa vivência, segundo a estudante, será importante para seu futuro profissional. “Uma experiência que não existe outra igual. Eleva a gente a um nível muito alto em pouco tempo. No futuro, isso só trará benefícios. Participar de uma competição dessas, com essa capacidade técnica, com o conhecimento que é passado para a gente, é algo incrível”, avalia a jovem.

Foto: Arquivo Pessoal

Líder da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, é o responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter os competidores física e emocionalmente concentrados. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme e com a alimentação, ou seja, tudo que diz respeito aos cuidados com o competidor está nas mãos dele.

“Meu objetivo é incentivar os jovens a seguir essa vida porque na formação profissional temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é eles saberem fazer e fazerem, não só uma teoria. Então, acho que é uma forma muito boa de incentivar isso”, pontua.

Para Mendonça, com a delegação que está na Rússia, o Brasil está em condições de trazer bons resultados. “Nós já tivemos um primeiro lugar, em 2015. Em Abu Dhabi, fomos o segundo. A nossa expectativa é que sejamos melhor, mas o nível internacional deu uma subida, os outros países que não tinham tanto destaque, como a própria Rússia, ganhou o primeiro lugar. A expectativa é que a gente esteja entre os três primeiros colocados”, projeta ele.

A competição

A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputa de medalhas em diferentes modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.

Os jovens demonstrarão habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações. Em 18 participações, o Brasil acumula 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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LOC.: A jovem Gabriella Louise Silva, de 22 anos, competirá a partir desta quinta-feira (22) na WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo. Na Rússia, ela colocará à prova suas habilidades na área de tecnologia da moda, modalidade que rendeu a medalha de ouro em 2015, e a de prata, em 2017, para o Brasil. Os esforços da jovem serão para repetir o feito e alcançar o lugar mais alto do pódio.

Gabriella está ciente do desafio e da responsabilidade que tem pela frente, mas se mostra confiante. A jovem estuda na escola do SENAI Têxtil e Vestuário, no Brás, desde 2017. Foi lá que descobriu o amor pela moda e decidiu mergulhar no universo das competições de conhecimento. Na fase estadual, conquistou o primeiro lugar na sua modalidade.

TEC./SONORA: “Eu estou bem consciente, descobri o que amo fazer e isso me traz mais paz ainda, amar o que faço. Estou confiante e muito feliz.”

LOC.: Parte da preparação de Gabriella incluiu estadia em Brasília por cerca de oito meses para um treinamento intensivo de mais de dez horas por dia. A ideia é estar pronta para cumprir os quatro módulos da competição com qualidade e agilidade. As etapas vão desde a criação de uma coleção de roupas, com direito a sorteio do tipo de tecido que deverá ser usado, até a entrega de uma roupa confeccionada por ela durante os dias da competição. Este ano ela terá que desenvolver um casaco, cumprindo algumas exigências, como tipo de gola, de manga e bolso, que serão sorteados na hora da prova.

Toda essa vivência, segundo Gabriella, será importante para seu futuro profissional.

TEC./SONORA: “Uma experiência que não existe outra igual. Eleva a gente a um nível muito alto em pouco tempo. No futuro isso só trará benefícios. Participar de uma competição dessas, com essa capacidade técnica, com o conhecimento que é passado para a gente é algo incrível.”

LOC.: Líder da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, é o responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter os competidores física e emocionalmente concentrados. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme e com a alimentação, ou seja, tudo que diz respeito aos cuidados com o competidor está nas mãos dele.

TEC./SONORA: “Meu objetivo é incentivar os jovens a seguir essa vida porque na formação profissional temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é eles saberem fazer e fazerem, não só uma teoria. Então acho que é uma forma muito boa de incentivar isso.”

LOC.: A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputa de medalhas em diferentes modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.

Em 18 participações, o Brasil já ganhou 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.

Com a colaboração de Camila Costa, reportagem, Paulo Henrique Gomes