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TAQUARANA (AL): Município convoca população para combater

Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%.

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Em 2019, as três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti apresentaram aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – em Alagoas, comparando com o mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%. 

Os dados de Taquarana acompanham o desempenho estadual. Em situação de risco pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) desde 2013, o município já confirmou, este ano, 159 casos de dengue e 42 de chikungunya, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Em 2018, foram confirmados seis casos de dengue e quatro de chikungunya. Ainda não foi confirmado caso de zika.

Para diminuir a incidência das doenças transmitidas pelo mosquito, a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Taquarana, Edilene Soares de Araújo, afirma que os cuidados devem ser constantes. Segundo o Ministério da Saúde, em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de sete dias. 

Por isso, a diretora recomenda que a fiscalização dentro de casa para eliminar criadouros seja realizada semanalmente.

“É muito simples: começa a inspeção pelo quintal. Depois, vai para todos os cômodos. Porque, às vezes, tem até um banheiro que não é muito utilizado, com um sanitário aberto – até aí podemos encontrar larvas. O ideal é fazer disso uma rotina obrigatória da família. Fazer essa inspeção pelo menos uma vez na semana.”

Segundo Edilene, essa mobilização é “fundamental” para evitar casos como o do comerciante Jonh Eliziário, de 34 anos. Em 2018, ele teve chikungunya. Foram sete meses com dores nas articulações. O dono da Pastelaria do Jonh, localizada no Centro, relata o que sentiu e faz um apelo a todos de Taquarana. 

“Tomem muito cuidado, viu? Não queira ninguém ficar como eu fiquei. É muita dor no corpo, febre e dor de cabeça... É horrível. E fora que você não consegue pegar peso. Quando eu pegava muito peso, arriscava derrubar no chão. Para andar é muito dolorido. Ficava com calcanhar, joelhos e todas as juntas doloridas de verdade. Tenham muito cuidado, quanto mais puderem evitar o surgimento dos focos do mosquito, é melhor.”

Lançada no último dia 12 de setembro pelo Ministério da Saúde a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto a importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. No município de Taquarana, a gestora de saúde Elisabete Santos convoca todos para ajudar nesse combate.

“Sabemos que é o mosquito transmissor da zika, da chikungunya e da dengue, doenças que podem até matar. Não vamos deixar que o mosquito vença essa batalha. Juntos somos mais fortes. Todo mundo tem que dar as mãos, fazer a sua parte, ser multiplicador de informações e ter cuidado com caixa d’água, potes e baldes. Faço esse apelo para olharem suas casas e dos vizinhos. Orientem aquele que não sabe.”

Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para o combate do mosquito dentro de casa. Deixe ralos limpos e com aplicação de tela. Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia. Mantenha os reservatórios de água tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes. 

Agência do Rádio



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LOC.: Em 2019, as três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti apresentaram aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – em Alagoas, comparando com o mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%. 

Os dados de Taquarana acompanham o desempenho estadual. Em situação de risco pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) desde 2013, o município já confirmou, este ano, 159 casos de dengue e 42 de chikungunya, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Em 2018, foram confirmados seis casos de dengue e quatro de chikungunya. Ainda não foi confirmado caso de zika.

Para diminuir a incidência das doenças transmitidas pelo mosquito, a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Taquarana, Edilene Soares de Araújo, afirma que os cuidados devem ser constantes. Segundo o Ministério da Saúde, em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de sete dias. 

Por isso, a diretora recomenda que a fiscalização dentro de casa para eliminar criadouros seja realizada semanalmente.

TEC./SONORA: Edilene Soares de Araújo, diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Taquarana

“É muito simples: começa a inspeção pelo quintal. Depois, vai para todos os cômodos. Porque, às vezes, tem até um banheiro que não é muito utilizado, com um sanitário aberto – até aí podemos encontrar larvas. O ideal é fazer disso uma rotina obrigatória da família. Fazer essa inspeção pelo menos uma vez na semana.”

LOC.: Segundo Edilene, essa mobilização é “fundamental” para evitar casos como o do comerciante Jonh Eliziário, de 34 anos. Em 2018, ele teve chikungunya. Foram sete meses com dores nas articulações. O dono da Pastelaria do Jonh, localizada no Centro, relata o que sentiu e faz um apelo a todos de Taquarana. 

TEC./SONORA: Jonh Eliziário, comerciante

“Tomem muito cuidado, viu? Não queira ninguém ficar como eu fiquei. É muita dor no corpo, febre e dor de cabeça... É horrível. E fora que você não consegue pegar peso. Quando eu pegava muito peso, arriscava derrubar no chão. Para andar é muito dolorido. Ficava com calcanhar, joelhos e todas as juntas doloridas de verdade. Tenham muito cuidado, quanto mais puderem evitar o surgimento dos focos do mosquito, é melhor.”

LOC.: Lançada no último dia 12 de setembro pelo Ministério da Saúde a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto a importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. No município de Taquarana, a gestora de saúde Elisabete Santos convoca todos para ajudar nesse combate.

TEC./SONORA: Elisabete Santos, gestora de saúde

“Sabemos que é o mosquito transmissor da zika, da chikungunya e da dengue, doenças que podem até matar. Não vamos deixar que o mosquito vença essa batalha. Juntos somos mais fortes. Todo mundo tem que dar as mãos, fazer a sua parte, ser multiplicador de informações e ter cuidado com caixa d’água, potes e baldes. Faço esse apelo para olharem suas casas e dos vizinhos. Orientem aquele que não sabe.”

LOC.: Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para o combate do mosquito dentro de casa. Deixe ralos limpos e com aplicação de tela. Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia. Mantenha os reservatórios de água tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.