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TOCANTINS: Quanto mais tardio o diagnóstico da hanseníase, maior a chance de apresentar incapacidades físicas, alerta especialista

Ao surgimento de qualquer mancha ou área da pele em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima

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Foto: Ministério da Saúde

Em uma rotina em que cada vez mais o tempo é precioso, muitas pessoas deixam de cuidar como deveriam da própria saúde. Foi o caso do professor universitário Leomar Brigagão, que sentiu algumas dores nas pernas, mas adiou, por um tempo, sua ida ao médico. Quando procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde em Palmas, foi diagnosticado com hanseníase, doença que não conhecia até então. Hoje curado, ele alerta para a importância de que as pessoas busquem pela informação sobre a doença. 
 
“O preconceito é mil vezes pior do que a doença. E a doença não é de um contagio imediato, é preciso de um período de convívio próximo e prolongado com a pessoa doente que ainda não começou o tratamento. É importante que as pessoas saibam dessa informação”, afirma.
 
A hanseníase é uma das doenças mais antigas conhecidas pelo homem, mas até hoje ainda acomete muitos países no mundo. Em decorrência do diagnóstico tardio, pode haver comprometimento ou perda da função em face, mãos e pés, podendo interferir no autocuidado e na realização das atividades de vida diária.As incapacidades físicas decorrentes da hanseníase são as principais responsáveis pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença e seus familiares. O médico da Secretaria Estadual de Saúde e hansenólogo do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins, Ebert Aguiar, explica como a doença costuma se manifestar.
 

“A hanseníase é causada por uma bactéria que tem predileção pelas células da pele e nervos periféricos. Por tal motivo, o paciente pode apresentar diminuição ou perda de sensibilidade térmica (calor ou frio), tátil e dolorosa, bem como,  comprometimento da força muscular e até mesmo queda de pelos na área acometida. Pelo fato da bactéria alojar-se nestes nervos, a pessoa pode desenvolver o que chamamos de neuropatia.Quanto mais demorado for o diagnóstico, maior a chance de a pessoa apresentar incapacidades físicas”, disse.
 
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais e sintomas da doença. Ao surgimento de qualquer mancha ou área da pele em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chancesde desenvolver as incapacidades e suas complicações. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível na rede do SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

Agência do Rádio



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LOC.: Em uma rotina em que cada vez mais o tempo é precioso, muitas pessoas deixam de cuidar como deveriam da própria saúde. Foi o caso do professor universitário Leomar Brigagão, que sentiu algumas dores nas pernas, mas adiou, por um tempo, sua ida ao médico. Quando procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde em Palmas, foi diagnosticado com hanseníase, doença que não conhecia até então. Hoje curado, ele alerta para a importância de que as pessoas busquem pela informação sobre a doença. 

TEC./SONORA: Leomar Brigagão, professor universitário.
 
“O preconceito é mil vezes pior do que a doença. E a doença não é de um contagio imediato, é preciso de um período de convívio próximo e prolongado com a pessoa doente que ainda não começou o tratamento. É importante que as pessoas saibam dessa informação.”
 

LOC.: A hanseníase é uma das doenças mais antigas conhecidas pelo homem, mas até hoje ainda acomete muitos países no mundo. Em decorrência do diagnóstico tardio, pode haver comprometimento ou perda da função em face, mãos e pés, podendo interferir no autocuidado e na realização das atividades de vida diária.As incapacidades físicas decorrentes da hanseníase são as principais responsáveis pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença e seus familiares. O médico da Secretaria Estadual de Saúde e hansenólogo do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins, Ebert Aguiar, explica como a doença costuma se manifestar.

TEC./SONORA: Ebert Aguiar, médico da Secretaria de Saúde do Estado e hansenólogo do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins.
 
“A hanseníase é causada por uma bactéria que tem predileção pelas células da pele e nervos periféricos. Por tal motivo, o paciente pode apresentar diminuição ou perda de sensibilidade térmica (calor ou frio), tátil e dolorosa, bem como,  comprometimento da força muscular e até mesmo queda de pelos na área acometida. Pelo fato da bactéria alojar-se nestes nervos, a pessoa pode desenvolver o que chamamos de neuropatia.Quanto mais demorado for o diagnóstico, maior a chance de a pessoa apresentar incapacidades físicas.”
 

LOC.: Por isso, o importante é ficar atento aos sinais e sintomas da doença. Ao surgimento de qualquer mancha ou área da pele em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chancesde desenvolver as incapacidades e suas complicações. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível na rede do SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.