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Resgate das vítimas do desabamento em Fortaleza (CE) continua até que todas sejam retiradas dos escombros

Segundo o Corpo de Bombeiros do Ceará, as buscas estão sendo feitas com um maquinário mais pesado, de uma forma mais intensa

  • Repórter
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Foto: CBMCE

Os trabalhos de resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andréa, em Fortaleza (CE), continuam de forma ininterrupta até que todas sejam retiradas dos escombros. Por enquanto, seis pessoas morreram na tragédia.  

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, conta que 135 bombeiros militares trabalham diariamente, apenas no ponto que é chamado pelas equipes de “zona quente”, ou seja, sobre os escombros. Só que agora, eles estão fazendo as buscas com maquinários mais pesados.

“Os trabalhos continuam. Nós passamos para uma fase onde começamos a usar o maquinário de uma forma mais intensa. Isso não quer dizer que não existe mais possibilidade de ainda resgatar pessoas vivas; mas, pelos protocolos internacionais, a gente já começa a fazer uma avaliação de usar maquinário também mais pesado e ainda continuar na busca técnica, manual, com ferramentas de menor impacto em locais que a gente considere mais sensível”, conta.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado, ainda há chances de encontrar sobreviventes.

“O colapso foi muito forte. As lajes ficaram sobrepostas de uma maneira muito intensa e isso, sem dúvida, dificulta ainda mais a progressão. Mas a gente está nesta progressão e ainda acredita sim que há possibilidade de ter alguém ainda vivo para que a gente possa resgatar”, relata.

De acordo com ele, praticamente 100% do efetivo do Corpo de Bombeiros que atua em Fortaleza e na Região Metropolitana da Capital está empregado na ocorrência. Além disso, bombeiros militares que estavam em serviço administrativo também foram deslocados para o local.

O resgate também conta com o auxílio de aproximadamente 40 bombeiros especialistas em busca e resgate em estruturas colapsadas, oficiais de Engenharia, também com especialização nessa área, equipes de busca e salvamento com cães, além do pessoal de busca, resgate e salvamento. Ou seja, no entorno da operação, são cerca de 500 pessoas trabalhando. Já na área denominada ‘zona morta’, estão sendo empregados cerca de 100 bombeiros militares. 

As equipes também utilizam um drone com uma câmera termográfica, controlado por peritos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que tem ajudado os profissionais a identificarem locais com maiores temperaturas e onde possam ter bolsões de ar.

Já as buscas com a ajuda de cães ocorrem duas vezes ao dia, quando são utilizados quatro cães operacionais do Corpo de Bombeiros. O trabalho deles consiste em farejar e sinalizar os pontos nos escombros, onde as vítimas possam estar.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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Os trabalhos de resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andréa, em Fortaleza (CE), continuam de forma ininterrupta até que todas sejam retiradas dos escombros. Por enquanto, seis pessoas morreram na tragédia.  

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, conta que 135 bombeiros militares trabalham diariamente, apenas no ponto que é chamado pelas equipes de “zona quente”, ou seja, sobre os escombros. Só que agora, eles estão fazendo as buscas com maquinários mais pesados.
 

“Os trabalhos continuam. Nós passamos para uma fase onde começamos a usar o maquinário de uma forma mais intensa. Isso não quer dizer que não existe mais possibilidade de ainda resgatar pessoas vivas; mas, pelos protocolos internacionais, a gente já começa a fazer uma avaliação de usar maquinário também mais pesado e ainda continuar na busca técnica, manual, com ferramentas de menor impacto em locais que a gente considere mais sensível.”

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado, ainda há chances de encontrar sobreviventes.

“O colapso foi muito forte. As lajes ficaram sobrepostas de uma maneira muito intensa e isso, sem dúvida, dificulta ainda mais a progressão. Mas a gente está nesta progressão e ainda acredita sim que há possibilidade de ter alguém ainda vivo para que a gente possa resgatar.”

De acordo com ele, praticamente 100% do efetivo do Corpo de Bombeiros que atua em Fortaleza e na Região Metropolitana da Capital está empregado na ocorrência. Além disso, bombeiros militares que estavam em serviço administrativo também foram deslocados para o local.

O resgate também conta com o auxílio de aproximadamente 40 bombeiros especialistas em busca e resgate em estruturas colapsadas, oficiais de Engenharia, também com especialização nessa área, equipes de busca e salvamento com cães, além do pessoal de busca, resgate e salvamento. Ou seja, no entorno da operação, são cerca de 500 pessoas trabalhando. Já na área denominada ‘zona morta’, estão sendo empregados cerca de 100 bombeiros militares. 

As equipes também utilizam um drone com uma câmera termográfica, controlado por peritos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que tem ajudado os profissionais a identificarem locais com maiores temperaturas e onde possam ter bolsões de ar.

Já as buscas com a ajuda de cães ocorrem duas vezes ao dia, quando são utilizados quatro cães operacionais do Corpo de Bombeiros. O trabalho deles consiste em farejar e sinalizar os pontos nos escombros, onde as vítimas possam estar.

Reportagem, Cintia Moreira