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UNICEF: Mais de 95% das crianças brasileiras frequentam escola

Mesmo assim, ainda há quase 2 milhões de meninas e meninos fora da escola, e grande parte deles vem de famílias de baixa renda

  • Repórter
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Foto: Prefeitura de Passo Fundo-RS

O Brasil alcançou conquistas importantes nos últimos 30 anos, mas ainda enfrenta problemas para garantir todos os direitos a cada criança e adolescente. Em comemoração ao 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou nesta semana um relatório com os principais avanços e desafios enfrentados por meninas e meninos brasileiros.

O levantamento aponta que 95,3% das crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos frequentam regularmente a escola. Mas, segundo o chefe de comunicação da Unicef, Michael Klaus, cerca de 2 milhões de crianças ainda não estão estudando.

“Baixou muito o número das crianças fora da escola. Hoje, estimamos que basicamente 2 milhões de crianças não estão na escola; sobretudo, na faixa etária mais alta, de 15 e 16 anos, e também crianças jovens, de 4 e 5 anos, quando não tem creches. Então, ainda fica um grave problema, mas comparado com 1990, a situação melhorou muito”, destaca.

Klaus ressalta ainda que outra grande preocupação é com a qualidade da educação das crianças brasileiras.

“Em muitos casos, as crianças estão na escola, muito bem, mas não aprendem muito. E isto, obviamente, é um problema. Acabamos de analisar os dados oficiais e, por exemplo, no ano passado, havia mais de 3 milhões de estudantes de escolas estaduais e municipais que foram reprovados ou que abandonaram a escola no Brasil. Então, isso nos diz que a qualidade na educação em muitos casos não é o suficiente”, conta.

O estudo mostra também que a violência se tornou um problema abrangente para os jovens, principalmente os que pertencem a minorias étnicas ou grupos vulneráveis.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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LOC.: O Brasil alcançou conquistas importantes nos últimos 30 anos, mas ainda enfrenta problemas para garantir todos os direitos a cada criança e adolescente. Em comemoração ao 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou nesta semana um relatório com os principais avanços e desafios enfrentados por meninas e meninos brasileiros.

O levantamento aponta que 95,3% das crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos frequentam regularmente a escola. Mas, segundo o chefe de comunicação da Unicef, Michael Klaus, cerca de 2 milhões de crianças ainda não estão estudando.
 

TEC./SONORA: chefe de comunicação da Unicef, Michael Klaus.

“Baixou muito o número das crianças fora da escola. Hoje, estimamos que basicamente 2 milhões de crianças não estão na escola; sobretudo, na faixa etária mais alta, de 15 e 16 anos, e também crianças jovens, de 4 e 5 anos, quando não tem creches. Então, ainda fica um grave problema, mas comparado com 1990, a situação melhorou muito.”
 

LOC.: Klaus ressalta ainda que outra grande preocupação é com a qualidade da educação das crianças brasileiras.

TEC./SONORA: chefe de comunicação da Unicef, Michael Klaus.

“Em muitos casos, as crianças estão na escola, muito bem, mas não aprendem muito. E isto, obviamente, é um problema. Acabamos de analisar os dados oficiais e, por exemplo, no ano passado, havia mais de 3 milhões de estudantes de escolas estaduais e municipais que foram reprovados ou que abandonaram a escola no Brasil. Então, isso nos diz que a qualidade na educação em muitos casos não é o suficiente.”
 

LOC.: O estudo mostra também que a violência se tornou um problema abrangente para os jovens, principalmente os que pertencem a minorias étnicas ou grupos vulneráveis.

Reportagem, Cintia Moreira